Bolsonaro se recusou a criticar atos de Pedro Guimarães após denúncias, diz blog

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O ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães é aliado do presidente Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
O ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães é aliado do presidente Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Equipe do presidente chegou a redigir texto para ser lido em live

  • Bolsonaro foi criticado por demorar a demitir Guimarães

  • Ele teria sido convencido por ala ideológica que acusações foram inventadas pela imprensa

Contrariando as recomendações de seu próprio comitê de campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) não condenou o agora ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães pelas acusações de assédio feitas por funcionárias.

Guimarães deixou o cargo nesta quarta-feira (29) após revelações de acusações de assédio sexual contra funcionárias. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Federal e está sob sigilo.

Segundo publicado pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, a oficialização do pedido de demissão de Guimarães ocorreu durante um encontro com o presidente Jair Bolsonaro (PL) através de uma carta. Leia a íntegra da carta no fim da notícia.

Desde as revelações, a equipe de Bolsonaro busca minimizar os danos que podem ter sido causados à imagem do presidente, já que Jair Bolsonaro e Pedro Guimarães são bastante próximos. O presidente da Caixa Econômica Federal costuma acompanhar Bolsonaro em viagens e participar de lives. Ele chegou a ser cotado para ser vice do presidente na campanha de reeleição.

Segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo, sua equipe de marketing queria que Bolsonaro gravasse um vídeo se solidarizando às vítimas e apoiando as investigações contra seu aliado, cujo comportamento ele deveria condenar publicamente. Ainda de acordo com a coluna, um texto chegou a ser redigido, mas o presidente se recusou a fazer uma manifestação sobre o caso.

Conforme informou o jornal, o primeiro escalão do governo ficou constrangido com a demora de Bolsonaro para falar sobre o caso e demitir Guimarães. O presidente teria acreditado em sua ala ideológica, que afirmava que tudo não passava de uma invenção da mídia. No entanto, a maioria dos ministros viu como “insustentável” a permanência do acusado no cargo.

As acusações contra Guimarães foram reveladas inicialmente pelo portal Metrópoles. De acordo com as vítimas ouvidas pela reportagem, o assédio sempre se dava por "toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites heterodoxos". Ainda segundo o Metrópoles, o Ministério Público Federal já abriu uma investigação, que está em andamento e sob sigilo.

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