Bolsonaro segue a cartilha de Trump?

Faltando um pouco mais de 70 dias para as eleições, um presidente, candidato à reeleição, reforça uma teoria conspiratória e falsa para desacreditar o sistema eleitoral. Essa história aconteceu nos Estados Unidos, em agosto de 2020, quando Donald Trump contestava a votação pelo Correio, prevista na Lei americana e que foi importante para assegurar o direito ao voto por lá no auge da pandemia. Porém, o mesmo ocorreu por aqui na última segunda-feira, quando o presidente Jair Bolsonaro promoveu um encontro com embaixadores de dezenas de países para voltar a lançar suspeitas, sem provas, sobre o sistema eleitoral brasileiro. Em comum entre Trump e Bolsonaro, um cenário eleitoral desfavorável para os dois postulantes à reeleição. No caso de Bolsonaro, o alvo não é o voto pelo correio, mas, sim, a urna eletrônica, cuja segurança é atestada pela Justiça Eleitoral e também por procuradores da República, peritos, delegados da Polícia Federal e até pela embaixada americana, que foram a público defender o sistema de votação na terça-feira. No Ao Ponto desta quarta-feira, a professora de Relações Internacionais da UNIFESP Cristina Pecequilo mostra como a tática de Trump naquela ocasião se assemelha à usada agora por Bolsonaro. Ela também aponta diferenças entre os cenários americano e brasileiro. O colunista Bernardo Mello Franco avalia o que leva o presidente brasileiro a adotar uma postura que, segundo seus próprios aliados, não agrega votos, e analisa até que ponto as instituições são capazes de evitar que as sucessivas insinuações contra o sistema eleitoral permitam a tentativa de contestação dos resultados que serão apontados pelas urnas.

Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes da atualidade. O episódio também pode ser ouvido na página de Podcasts do GLOBO. Você pode seguir a gente em plataformas como Spotify, iTunes, Deezer e também na Globoplay.

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