Bolsonaro será convocado para depor em inquérito do TSE e pode ficar inelegível

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Brazilian President Jair Bolsonaro is pictured before of the welcome ceremony to the Cape Verde's President Jorge Carlos Fonseca at Planalto Palace in Brasilia, on July 30, 2021. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
TSE chamará envolvidos em live de Bolsonaro para prestar depoimento em inquérito sobre a urna eletrônica (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)
  • Presidente Jair Bolsonaro será convocado para depor no inquérito do TSE que investiga tentativa de impedir eleições em 2022

  • Além de Bolsonaro, o ministro da Justiça, Anderson Torres, também será convocado

  • Investigação pode tornar Bolsonaro inelegível

Após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, presidido pelo ministro Luis Roberto Barroso, de abrir um inquérito para investigar Jair Bolsonaro (sem partido), a ideia da corregedoria do tribunal é que os trabalhos comecem já nesta terça-feira (3).

A investigação tem como alvo as declarações do presidente da República contra as urnas eletrônica e ameaças de que, sem o voto impresso, as eleições de 2022 poderiam não acontecer.

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Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o TSE deve chamar para depor todos os envolvidos na live da última quinta-feira (29), incluindo o próprio presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça, Anderson Torres.

A investigação pode fazer com que os envolvidos se tornem inelegíveis.

Além de criar o inquérito, o TSE também enviou a live para o Supremo Tribunal Federal, onde ocorre a investigação contra as fake news. O relator é o ministro Alexandre de Moraes.

Abertura de inquérito contra Bolsonaro

Por unanimidade em plenário, o Tribunal Superior Eleitoral pediu ao Supremo Tribunal Federal para que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado no inquérito que apura a disseminação de fake news. O pedido de apuração é baseado nos ataques, sem provas, feitos pelo presidente às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral do país.

Bolsonaro passou os últimos dois anos e meio afirmando que houve fraudes nas eleições de 2018. Em live na semana passada, convocou a imprensa afirmando que teria as provas, mas na ocasião admitiu não ter provas e disseminou fake news.

O TSE também aprovou por unanimidade, na mesma sessão, a abertura de um inquérito administrativo no âmbito do tribunal para apurar ataques à legitimidade das eleições. A sugestão de abrir um inquérito administrativo partiu do corregedor-geral Eleitoral, ministro Luís Felipe Salomão.

Serão investigadas infrações como corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos, abuso de poder político e econômico e propaganda fora do período de eleições.

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