Bolsonaro sobre atentado contra Kirchner: 'Já mandei notinha'

Bolsonaro lamentou o atentado contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner.(Photo by SILVIO AVILA / AFP) (Photo by SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)
Bolsonaro lamentou o atentado contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner.(Photo by SILVIO AVILA / AFP) (Photo by SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) lamentou o atentado contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Em discurso, ele disse que 'mandou uma notinha' e recordou o momento em que foi alvo de uma facada durante campanha em 2018.

"Eu já mandei uma notinha. Eu lamento. Agora, quando eu levei a facada, teve gente que vibrou por aí. Lamento, já tem gente que quer botar na minha conta já esse problema. E o agressor ali, ainda bem que não sabia mexer com arma. Se soubesse, teria sucesso no intento", disse Bolsonaro durante evento de campanha no Rio Grande do Sul.

Sete candidatos à Presidência do Brasil repudiaram o atentado contra Kirchner. A vice-presidente da Argentina foi alvo de tentativa de assassinato, na noite anterior, quando um brasileiro identificado como Fernando Sabag Montiel apontou uma arma para a cabeça dela e apertou o gatilho. O disparo, no entanto, falhou.

O que disse cada presidenciável

Veja abaixo, em ordem alfabética, o que cada candidato publicou sobre o episódio:

Ciro Gomes (PDT): "O atentado frustrado a Cristina Kirchner por pouco não transforma em chuva de sangue a nuvem de ódio que se espalha pelo nosso continente. Nossa solidariedade a esta mulher guerreira que com certeza não se intimidará. Para nós, fica a lição de onde pode chegar o radicalismo cego, e como polarizações odientas podem armar braços de loucos radicais ou de radicais loucos. Ainda há tempo de salvar o Brasil de uma grande tragédia gerada pelo ódio. Paz!"

Felipe d'Avila (Novo): "O atentado à vice-presidente argentina @CFKArgentina é absolutamente inaceitável. A violência da cena impressionou a todos nós. Não há divergência ideológica que justifique ou normalize qualquer ato de violência”.

Léo Péricles (UP): "Toda solidariedade a Cristina Kirchner, vice-presidenta da Argentina que sofreu uma tentativa de assassinato essa noite. Para deter essa escalada fascista, que não respeita leis e democracia, temos que seguir a reação do povo argentino. Dia 07/09 temos que ocupar as ruas em todo Brasil!"

Lula (PT): "Toda a minha solidariedade à companheira @CFKArgentina, vítima de um fascista criminoso que não sabe respeitar divergências e a diversidade. A Cristina é uma mulher que merece o respeito de qualquer democrata no mundo. Graças a Deus ela escapou ilesa. Que o autor sofra todas as consequências legais. Esta violência e ódio político que vêm sendo estimulados por alguns é uma ameaça à democracia na nossa região. Os democratas do mundo não tolerarão qualquer violência nas divergências políticas”.

Simone Tebet (MDB): "Violência política no Brasil, violência política na Argentina. É preciso dar um basta a tudo isso. As lideranças devem recriminar essas atitudes. Ainda bem que a arma falhou. Que tristeza! Reafirmo minha posição pela paz na política, pela paz nas eleições”.

Sofia Manzano (PCB): "Minha total solidariedade com Cristina Kirchner, vice-presidenta da Argentina, vítima de tentativa de assassinato”.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Soraya Thronicke (União Brasil): "Quando falo em reforçar a segurança, não é exagero. Não podemos subestimar do que o ódio é capaz. Na campanha de 2018 usei colete a prova de balas e termino esta 5ª lamentando o atentado contra Cristina Kirchner, vice-presidente da Argentina. Que Deus olhe por nós”.

Vera Lúcia (PSTU): "Repudio o atentado e tentativa de assassinato da Cristina Kirchner".

Como foi o atentado

Nesta quinta-feira (1º), o brasileiro Fernando André Sabag Montiel foi preso após apontar uma arma de fogo, identificada inicialmente como uma pistola, para o rosto de Cristina Kirchner, no momento em que a vice-presidente se aproximava de apoiadores em frente à sua casa, no bairro da Recoleta.

O ministro da Segurança, Aníbal Fernández, disse que o homem estava armado com uma pistola 3.8 e que ele teria tentado atirar, sem sucesso.

Fernando André Sabag Montiel possui antecedentes criminais envolvendo armas: foi acusado, em março de 2021, por contravenção pelo porte de arma não convencional, no bairro de La Paternal, onde possuiria residência. Na ocasião, o brasileiro foi flagrado com uma faca e alegou às autoridades na época que era para uso e defesa pessoal.

Por conta do atentado, foi declarado feriado nacional na Argentina. O decreto foi assinado pelo presidente Alberto Fernández.