Bolsonaro sugere ato na Paulista: “Para darmos o último recado para aqueles que ousam açoitar a democracia”

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Presidente Jair Bolsonaro, de braço cruzado, em cerimônia no Palácio do Planalto
Presidente Jair Bolsonaro quer voto impresso (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar nesta terça-feira (3) o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, e afirmou que está disposto a participar de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, para dar um último recado sobre voto impresso.

“Se o ministro Barroso continuar sendo insensível, como parece que está sendo insensível, com um processo contra mim… Se o povo assim o desejar, porque eu devo lealdade ao povo brasileiro, uma concentração na Paulista para darmos o último recado para aqueles que ousam açoitar a democracia. Repito: o último recado para que eles entendam o que está acontecendo e passem a ouvir o povo, eu estarei lá. Se o povo estiver comigo, nós vamos fazer com que a vontade popular seja cumprida”, disse o presidente, em conversa com apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada.

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No último domingo (1º), Bolsonaro havia sugerido o ato na Paulista, ao participar de manifestações em defesa da impressão do voto.

“Não é o caso de mostrar quem é mais macho. Não é briga de quem é mais macho, mas não abro mão de demonstrar quem respeita ou não a nossa Constituição”, disse Bolsonaro.

A proposta de emenda à Constituição do voto impresso, apresentada pela deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), está em tramitação na Câmara. Sem votos favoráveis na comissão especial, a votação da PEC foi adiada para depois do recesso parlamentar e está prevista para ser votada na próxima quinta-feira (5).

“Ministro Barroso presta desserviço à nação brasileira, cooptando agora gente de dentro do Supremo, ou dentro do TSE, como se fosse uma briga minha contra o TSE ou contra o Supremo. Não é briga contra o TSE, nem contra o Supremo, é contra o ministro do Supremo, que é também presidente do Tribunal Superior Eleitoral querendo impor a sua vontade”, acrescentou.

Na segunda-feira (2), o TSE aprovou, por unanimidade, a abertura de um inquérito administrativo e o envio de uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o chefe do Executivo seja investigado pela disseminação de notícias falsas.

Após a decisão, a ideia da corregedoria do tribunal é que os trabalhos comecem já nesta terça-feira (3).

A impressão dos votos aumenta a possibilidade de fraudes, como apontaram ex-presidentes do Tribunal Superior Eleitoral desde 1988, em nota de defesa do modelo de eleições no Brasil. 

Também ao contrário do que diz Bolsonaro, as urnas eletrônicas já são auditáveis.

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