Bolsonaro sugere "vaquinha" entre oficiais para ajudar família de policiais mortos

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O presidente Jair Bolsonaro (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)
O presidente Jair Bolsonaro (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)
  • Bolsonaro sugeriu que agentes de segurança da ativa doem quantias para familiares daqueles da mesma categoria que morrerem

  • A declaração foi feita durante lançamento de um programa de habitação com regras diferenciadas para a categoria

  • Segundo o presidente, os valores seriam para familiares, viúva, os filhos, ou "quem em vida o militar destinasse como beneficiário"

O presidente Jair Bolsonaro sugeriu que agentes de segurança da ativa doem quantias para familiares daqueles da mesma categoria que morrerem. A declaração foi feita durante lançamento de um programa de habitação com regras diferenciadas para esses trabalhadores.

Segundo Bolsonaro, esta seria uma sugestão de proposta". "Nós temos aproximadamente, entre bombeiros e policiais, 60.000 no Rio de Janeiro. Cada policial ou bombeiro que porventura vem a falecer, não interessa a causa, [se] cada um desses 60.000 doasse R$10,00 para aqueles familiares, aquela possível viúva, ou os filhos, ou quem em vida o militar destinasse como beneficiário, R$ 10,00 seriam R$ 600.000 para aquela pessoa”, destacou em seu discurso na segunda-feira (14).

O lançamento do programa e a fala do presidente sobre a "vaquinha" ocorrem em um momento em que muito se falou sobre a possível participação de militares, por exemplo, nas manifestações de 7 de setembro.

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No início do mês, a maior entidade representativa de policiais militares autorizou que cada regional decida qual será a orientação. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de São Paulo.

O presidente da Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares, Bombeiros Militares e Pensionistas Estaduais (Anermb), sargento Leonel Lucas, defendeu que os policiais participem desde que estejam desarmados e à paisana.

"Quem quiser participar que vá, democraticamente e pacificamente. Os ativos, que vão desarmados e não fardados. E que todos exerçam o seu poder de democracia que nós conquistamos com muita batalha", afirmou o sargento em entrevista ao jornal.

A Anermb informou que agrega 286 filiados, entre aqueles que estão na ativa e aposentados, em 24 Estados.

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