Bolsonaro tem um segredo que ele não vai revelar a Musk

Bolsonaro e Musk têm encontro nesta sexta (20) (EVARISTO SA,ANGELA  WEISS/AFP via Getty Images)
Bolsonaro e Musk têm encontro nesta sexta (20) (EVARISTO SA,ANGELA WEISS/AFP via Getty Images)

“Temos um encontro amanhã com uma pessoa reconhecida no mundo todo, que vem para ajudar a nossa Amazônia”. A frase me lembra muito um menino de cinco anos quando quer fazer suspense para os amiguinhos. Mas foi do presidente Jair Bolsonaro sobre a vinda do bilionário Elon Musk.

Tirando todo o cuidado que uma visita dessas deve ter e todo o protocolo envolvido, teria sido melhor ficar quieto. Desculpem, mas como sempre estudei discursos, às vezes ainda me impressiono com a falta de coloquialidade em alguns casos. Talvez seja mania adquirida com a idade.

O ponto é que Bolsonaro acerta e muito (não podemos esquecer que temos o resto do dia pela frente) no encontro com Musk. O discurso atrelado ao seu governo é de que “o Brasil desmata”, “não previne queimadas” e se a visita do executivo for mesmo colocar a Starlink para monitorar a Amazônia, que belo acerto. Já existe monitoramento, mas um aliado desse porte certamente deve chamar a atenção dos olhos do mundo para a boa vontade do nosso país em manter a preservação ambiental.

Isso sem falar nos milhões gerados em ICMS ao governo do Amazonas e a possibilidade de empregos. Essa é uma aliança correta que Bolsonaro faz. E já colheu frutos nas redes. Se Musk implantar a Tesla aqui, coloca o Brasil no radar das grandes corporações. Toda soberania é negociada e um Estado só é soberano se reconhecido por outros como tal. E a realidade é que o tema da Amazônia consegue reunir líderes mundiais, políticos e artistas de diversos países do mundo todo. Todos contra o Brasil, grande vilão da deterioração ambiental.

Em 1972 (sim, vou voltar esse tanto), a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento e Meio Ambiente Humano ocorreu em Estocolmo e o Brasil apresentou um discurso defensivo onde o viés desenvolvimentista da época questionava a cientificidade que exigia preservação ambiental. O Brasil, nos anos seguintes, não toleraria qualquer intervenção nesse assunto.

Foi somente na Rio 92 que o então ministro das Relações Exteriores Celso Lafer conseguiu transformar, através de seu discurso, o Brasil num país-síntese e responder a todos, atraindo países industrializados para a causa ambiental e sensibilizando os menos desenvolvidos.

“A integração entre meio ambiente e desenvolvimento nos permite superar a lógica da confrontação, característica da desordem anterior” (perceberam por que estranhei a primeira frase desse texto?).

Em 2009 o governo Dilma Rousseff voltou a ser pouco sensível nas questões e ambientais. Até chegarmos ao governo Bolsonaro onde a questão tomou um tom negativo muito forte nos isolando no mapa mundial. Ainda temos os resultados dessa reunião, que vindo desse governo, tudo pode ser. Mas vamos torcer para que o país volte ao auge de sua habilidade na construção de novas alianças e em relações prósperas.

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