Bolsonaro teve mais encontros oficiais com deputado Osmar Terra do que com ministros da Saúde em 2020

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(Rodrigo Paiva/Getty Images)
(Rodrigo Paiva/Getty Images)

Por Maria Vitória Ramos e Taís Seibt

No ano em que o mundo foi assolado pela pandemia do novo coronavírus, os três titulares do Ministério da Saúde que passaram pelo governo este ano estão entre os ministros que menos tiveram encontros privados com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de janeiro a outubro de 2020, conforme apurou com exclusividade a agência Fiquem Sabendo. Juntos, os três tiveram 11 reuniões com o presidente, enquanto Paulo Guedes, ministro da Economia, teve 75. O deputado estadual Osmar Terra (MDB/RS), tido como um “ministro informal” de Bolsonaro, teve mais encontros privados com o presidente na agenda oficial do que cada um dos três titulares da pasta no período.

Dentre 1506 compromissos oficiais registrados na agenda presidencial de janeiro a outubro (desconsiderados 75 dias sem compromisso oficial), Bolsonaro teve cinco encontros privados com o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, demitido em abril após divergências com o presidente na condução das políticas de combate à Covid-19; quatro reuniões com Nelson Teich, que pediu demissão em maio; e apenas duas com Eduardo Pazuello, que assumiu o cargo como interino e foi empossado oficialmente apenas em setembro. Enquanto isso, Osmar Terra teve cinco encontros reservados com o presidente - e participou de outros 13 compromissos oficiais no Planalto, superando a quantidade de agendas com participação dos titulares da Saúde também em compromissos com mais de um convidado. Crítico do distanciamento social como forma de prevenção ao coronavírus, Terra está internado em Porto Alegre com Covid-19.

Mesmo que somados os 11 encontros reservados dos três ministros da Saúde com Bolsonaro, a pasta perde feio para a Economia nas prioridades do presidente: Paulo Guedes foi o ministro que mais frequentou o gabinete presidencial em reuniões privadas, foram 75 agendas, ou seja, quase sete vezes mais do que a Saúde. Em média, Guedes teve um encontro privado com Bolsonaro a cada quatro dias de agenda oficial, enquanto os ministros da Saúde tiveram um encontro com o presidente a cada 28 dias.

Titulares da Defesa e da Cidadania, Fernando Azevedo e Onyx Lorenzoni ficam empatados em segundo lugar com 25 reuniões privativas cada, seguidos por Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, com 22, e Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com 18. Mesmo tendo deixado o governo em junho, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub é o quinto no ranking dos ministros que mais se encontraram sozinhos com o presidente, com 17 reuniões.

Além dos 75 encontros reservados que teve com Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, esteve presente em outras 49 reuniões no Planalto, totalizando 124 compromissos no gabinete presidencial. Fica atrás somente de Augusto Heleno, presente em 134 agendas. André Luiz Almeida, que era advogado-geral da União e assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em abril, depois que Sergio Moro deixou o governo, destaca-se entre os que mais estiveram presentes em agendas compartilhadas: foram 53, que, com outros 15 compromissos reservados com o presidente, totalizam 68 participações, atrás apenas de Heleno e Guedes.

Entre os menos prestigiados por encontros privativos com o presidente de janeiro a outubro deste ano, estão as únicas mulheres que lideram ministérios: Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), teve apenas uma reunião sozinha com Bolsonaro. Ainda que tenha sido chamada para outros 13 compromissos, ela continua no fim da fila, junto com Damares Alves, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH), que teve quatro reuniões privadas de um total de seis participações na agenda presidencial.

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