“Bolsonaro trata os verdadeiros bandidos como anjos”, diz Aziz

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Brazilian Senator Omar Aziz attends a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil July 6, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Senador Omar Aziz, presidente da CPI da Covid no Senado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Presidente da CPI da Covid diz que o presidente Jair Bolsonaro trata “os verdadeiros bandidos como anjos”

  • Omar Aziz defende que existe "tropa de choque" no governo para "proteger aqueles que fizeram mau uso de recursos públicos"

  • Ele se referia ao ex-servidor do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, acusado de pedir propina em negociação de vacina

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, senador Omar Aziz (PSD-AM), declarou nesta terça-feira (13) que o presidente Jair Bolsonaro trata “os verdadeiros bandidos como anjos”.

“Sempre ávido em desqualificar a CPI, trata a gente como bandidos, mas os verdadeiros bandidos que estão no governo ele trata como anjo”, defendeu.

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Aziz também afirmou que existe uma “tropa de choque” formada por governo e parlamentares governistas, para proteger agentes públicos que cometeram irregularidades.

O presidente da CPI disse que ficou clara a proteção a certos atores com a movimentação para defender o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, que prestou depoimento na quarta-feira da semana passada. O ex-servidor acabou preso pela CPI, acusado de mentir.

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O ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, negou que tenha ido jantar com Luiz Paulo Dominguetti e relatou que estava com um amigo quando encontrou o cabo da PM.

Dias teria um suposto dossiê com informações sigilosas sobre tratativas suspeitas dentro da pasta.

“Tem um dossiê com Ronaldo Dias [primo do ex-servidor] na Europa”, falou Aziz a jornalistas, na manhã desta terça (13).

Segundo ele, o silêncio de Bolsonaro com as denúncias de cobrança de propina pelo então servidor da pasta evidenciam que a denúncia é verdadeira.

Luis Paulo Dominguetti Pereira, representante da empresa Davati Medical Supply, afirmou ter recebido pedido de propina de US$ 1 por dose de Roberto Ferreira Dias, diretor de Logística do Ministério da Saúde, em troca de assinar contrato de venda de vacinas da AstraZeneca com o Ministério da Saúde.

O senador Omar Aziz ainda cobrou de Bolsonaro que se posicione sobre a acusação do deputado Luis Miranda (DEM-SF) de suposto envolvimento do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), nas irregularidades do contrato de compra da Covaxin.

“Não foi a CPI quem acusou o Ricardo Barros, quem acusou foi o presidente Bolsonaro, segundo o deputado Luis Miranda. Ele [Bolsonaro] não consegue falar contra o deputado Luis Miranda”, disse.

Aos jornalistas, o presidente da CPI afirmou que "onde a Global e a Precisa colocaram a mão, está claro para o país que houve alguma coisa errada".

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