Bolsonaro vai às redes para defender criação do juiz de garantias, após críticas de apoiadores

Bruno Góes
Jair Bolsonaro e Sergio Moro entraram em rota de colisão após presidente sancionar texto do Congresso que criou a figura do juiz de garantias, ato que surpreendeu até seus aliados

BRASÍLIA — Desde que sancionou a criação do juiz de garantias, na véspera de Natal, provocando a contrariedade do ministro da Justiça, Sergio Moro, e de parte de seus apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro tenta se justificar por ter endossado o texto do Congresso. A dor de cabeça causada pela decisão pode ser medida pelo destaque que o presidente tem dado ao tema em entrevistas e transmissões nas redes sociais. Na tentativa de unificar o discurso de seus seguidores e retomar a confiança dos descontentes, Bolsonaro citou o tema espontaneamente nas três lives feitas pós-sanção e em quase todas as entrevistas à imprensa.

Em três lives feitas em sua conta no Facebook, Bolsonaro fez questão de citar o assunto para se defender, sendo a última delas veiculada anteontem.

Ao ignorar Moro, que fez reiteradas críticas à medida, o presidente passou a identificar uma divisão entre seus eleitores.

No dia seguinte à sanção, irritado, Bolsonaro foi às redes para criticar o que chamou de “batalhão de internautas constitucionalistas e juristas”.