Bolsonaro vai se encontrar com Salvini, líder da ultradireita na Itália

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ROMA - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai homenagear os militares brasileiros mortos na Segunda Guerra Mundial durante sua viagem à Itália na companhia do senador italiano Matteo Salvini.

Líder da Liga, partido de ultradireita que nos últimos anos virou um dos mais populares da Itália com um discurso anti-imigração, Salvini foi o primeiro líder internacional a apoiar Bolsonaro.

À época ele era um homem forte do governo italiano e ministro do Interior, mas a partir de 2019 o político entrou numa espiral de más notícias que resultou em queda nas pesquisas de avaliação.

Atualmente, ele luta para manter a preferência do eleitorado mais à direita. Sua rival é uma mulher, Giorgia Meloni, deputada e líder do partido Irmãos da Itália. Seu partido integra a coalizão nacional que sustenta o governo do primeiro-ministro italiano Mario Draghi

'Meu amigo brasileiro'

A assessoria de Salvini confirmou sua presença, ao lado de Bolsonaro, na homenagem aos militares da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na cidade de Pistoia, na Toscana. A cerimônia será na próxima terça-feira, no último dia da visita oficial de Bolsonaro à Itália para participar da cúpula do G-20.

Salvini já se referiu inúmeras vezes ao presidente como “o meu amigo brasileiro”. As relações entre eles, iniciadas em 2018, se estreitaram no ano seguinte, quando o ex-terrorista Cesare Battisti foi preso na Bolívia e extraditado para a Itália.

Na ocasião, Salvini (à época ministro do Interior) recepcionou Battisti no aeroporto e fez inúmeros agradecimentos a Bolsonaro. O italiano também já se reuniu em Roma com o filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro.

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