Viagens com aglomerações são 90% dos gastos de Bolsonaro com deslocamentos na pandemia

·2 minuto de leitura
RIO DE JANEIRO, BRAZIL - MAY 23: President of Brazil Jair Bolsonaro meets supporters at the Monument to the Dead of the Second World War during a motorcycle rally on May 23, 2021 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Wagner Meier/Getty Images)
Bolsonaro acena para apoiadores em parada sobre a 2ª Guerra no Rio de Janeiro
  • Uma viagem de dois dias pelo interior paulista, em setembro de 2020, custou R$ 820 mil

  • A mais cara destas viagens (R$ 382,9 mil) foi ao Rio de Janeiro, em 14 de agosto

  • Os valores das viagens foram divulgados pela Secretaria-Geral da Presidência

Cerca de 90% dos gastos do presidente Jair Bolsonaro com viagens na pandemia estão associados a compromissos que registraram aglomerações. Ao menos R$ 16,6 milhões, de um total de R$ 18,4 milhões, bancaram idas a eventos em que o presidente contrariou os protocolos sanitários para combater a Covid-19. As informações são da Folha de S.Paulo.

Desse total, as viagens mais caras foram para o Guarujá (SP) e São Francisco do Sul (SC), somando R$ 3,5 milhões.

Por causa da queda na popularidade - desemprego, economia andando em marcha lenta e auxílio emergencial menor do que o pago em 2020, o presidente Bolsonaro intensificou seu giro pelo país. Na quinta-feira ele disse a apoiadores que pretende fazer duas saídas pelo Brasil por semana.

Gastos e aglomerações

Uma viagem de dois dias pelo interior paulista, em setembro de 2020, custou R$ 820 mil aos cofres públicos. Sem máscara, o presidente atraiu dezenas de pessoas em Eldorado (SP), cidade onde passou parte da infância.

Nesse mesmo passeio, fez visita relâmpago ao posto da Polícia Rodoviária Federal de Registro e acenou a motoristas por uma hora.

Em viagem ao Ceará em fevereiro deste ano, que custou R$ 400 mil, o presidente também ignorou as normas básicas de isolamento social.

Em Breves, no Pará, em outubro de 2020, o presidente se aglomerou com apoiadores. O giro custou R$ 540 mil.

Já as idas a eventos ou instalações militares custaram mais de R$ 2,5 milhões.

A mais cara destas viagens (R$ 382,9 mil) foi ao Rio de Janeiro, em 14 de agosto, para inaugurar uma escola cívico-militar, acompanhar a passagem do Comando Militar do Leste e visitar o Batalhão de Operações Especiais da PM. Em maio deste ano, três dias após dizer em live que voltou a ter sintomas da Covid-19, o presidente gerou nova aglomeração durante passeio de moto no Rio de Janeiro

Os valores das viagens feitas até o começo de março foram divulgados pela Secretaria-Geral da Presidência.

O Palácio do Planalto não se manifestou sobre as despesas.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos