Bolsonaro vira assistente de acusação e terá acesso a informações sigilosas de Adélio Bispo

Adélio Bispo foi preso em setembro por atentado contra Jair Bolsonaro (Polícia Militar/Divulgação)

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) virou assistente de acusação no processo que investiga Adélio Bispo de Oliveira por tê-lo esfaqueado. No papel, o capitão da reserva pode ter acesso às informações confidenciais do caso, como quebras de sigilos telefônicos, bancários e de dados. A informação é do jornal Extra.

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Como assistente de acusação, o presidente eleito também pode ter participação mais ativa no processo, com direito a participar de audiências na Justiça, recorrer de decisões, solicitar perguntas às testemunhas e propor meios de produzir provas.

O pedido foi feito pelos advogados de Bolsonaro e acatado pelo juiz Bruno Salvino, da 3ª Vara Federal Criminal de Juiz de Fora (MG). Na decisão, Salvino entendeu que Bolsonaro, na condição de vítima do atentado à faca, poderia se tornar assistente.

Adélio foi preso no dia 6 de setembro deste ano após esfaquear o então candidato à presidência da República em ato de campanha. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por “atentado pessoal por inconformismo político”. Bolsonaro foi encaminhado à Santa Casa de Juiz de Fora, onde foi submetido a uma cirurgia de emergência, e depois transferido ao Hospital Albert Einstein. Ele permaneceu internado por quase um mês.