Com Onyx no palco, Bolsonaro diz que corrupção em seu governo é 'voadora no pescoço'

Fala de Bolsonaro sobre 'voadora no pescoço' foi feita ao lado - e aplaudida por - Onyx. (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Bolsonaro disse que solução para corrupção em seu governo é ‘voadora no pescoço’

  • Investigado em suposto repasse de caixa 2, ministro Onyx Lorenzoni riu e aplaudiu a ‘medida’

O presidente Jair Bolsonaro deu o tom que seu governo adotará no combate à corrupção. O presidente afirmou que o mandato não está imune aos escândalos de corrupção, mas que, se houver, serão solucionados com “voadora no pescoço”.

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“Não vou dizer que meu governo está imune à corrupção. Pode acontecer um caso? Pode. Mas se acontecer pode ter certeza que será voadora no pescoço, pode ter certeza disso”, afirmou o presidente, nesta segunda-feira (12), em discurso durante a inauguração da duplicação da BR-116, em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

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A fala de Bolsonaro sobre “voadora no pescoço” foi feita ao lado do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e efusivamente aplaudida por ele. O ministro ainda riu quando o presidente apontou a solução adotada.

Veja o vídeo:

A indicação de Onyx para o governo de Bolsonaro foi uma das primeiras a ser questionada, pouco depois da eleição de 2018. Em 2017, ele admitiu ter recebido R$ 100 mil em caixa 2 da empresa de carnes JBS para sua campanha eleitoral para deputado federal.

Em entrevistas à imprensa em maio do ano retrasado, Lorenzoni argumentou que o dinheiro foi usado para quitar gastos de campanha de 2014, mas concordou que deveria "pagar pelo erro" por não declará-los em sua prestação de contas à Justiça Eleitoral.

Após a nomeação, Onyx disse não temer uma investigação do STF (Supremo Tribunal Federal) e que “já se desculpou com Deus”. A investigação preliminar contra o suposto repasse ainda prossegue.

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, encaminhou a apuração à Justiça Eleitoral, mas o movimento foi questionado pela defesa de Onyx, que queria que o caso permanecesse sob a tutela do Supremo. Em março, a PGR se manifestou pedindo que a apuração ficasse com a Justiça Eleitoral.