Bolsonaro volta a atacar STF e diz que ministros querem ser “donos do mundo”

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Brazilian President Jair Bolsonaro gestures during the celebration of National Volunteer Day at Planalto Palace in Brasilia, August 26, 2021 (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro participará de atos em Brasília e em São Paulo em 7 de setembro (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Bolsonaro criticou o Supremo Tribunal Federal e afirmou que ministros querem ser "os donos do mundo"

  • Segundo o presidente, pauta dos protestos de 7 de setembro é a liberdade de expressão

  • Bolsonaro voltou a convocar apoiadores para estarem nas ruas no feriado

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal e os ministros que integram a Corte. Segundo Bolsonaro, os magistrados querem ser os “donos do mundo”.

Ao comentar sobre os atos que está convocando para 7 de setembro, Bolsonaro disse que se trata de “liberdade de expressão”. “Não pode uma pessoa do Supremo Tribunal Federal e uma do Tribunal Superior Eleitoral se alvorarem agora como ‘donas do mundo’ e que tudo decidem no tocante à liberdade de expressão”, declarou em entrevista à Rede Fonte de Comunicação, de Goiás.

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Bolsonaro deve comparecer a dois atos no dia 7 de setembro: em Brasília e em São Paulo, no Avenida Paulista. A ideia dos apoiadores do presidente é se manifestarem contra o inquérito das fake news, que inclui investigações sobre Roberto Jefferson, presidente do PTB, contra o blogueiro Allan dos Santos e contra o deputado federal Otoni de Paula (PSB-RJ).

“Não podemos admitir um deputado federal preso até agora — não interessa o que ele falou —, bem como o jornalista preso também, e um presidente de partido preso também. Não justifica isso daí”, afirmou Bolsonaro.

O evento deve contar com grande contingente de policiais militares, já que há amplo apoio ao presidente na corporação.

Medo de Alexandre de Moraes

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que vê a possibilidade de sofrer “sanção restritiva” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), quando sair do cargo. Ele acredita que é perseguido porque há uma “criminalização” da defesa do voto impresso e do tratamento precoce.

“Você pode ver, quando a gente fala de voto eletrônico e voto impresso, passou a ser crime. Quando você fala em tratamento precoce, passou a ser crime”, disse o presidente.

Em relação a ambos os temas, especialistas já alertaram que o tratamento precoce promove benefícios à saúde, da mesma forma que o voto impresso não fortalece a democracia. Ao contrário, há evidências dos perigos do “kit covid” e da instabilidade política causada pelo discurso do voto impresso.

“E o ministro Alexandre de Moraes me botou no inquérito das fake news, o inquérito do fim do mundo. Um inquérito sem participação do Ministério Público. O que eles querem com isso aí? É aguardar o momento para me aplicar uma sanção restritiva, quem sabe quando eu deixar o governo, lá na frente. Isso não é um trabalho que se faça”, continuou o presidente.

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