Bolsonaro volta a dizer que desaparecidos na Amazônia 'foram para uma aventura'

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Presidente Jair Bolsonaro (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a comentar nesta quinta-feira (9) o desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. Os dois, que viajavam pela Terra Indígena Vale Javari, no Amazonas, estão desaparecidos desde domingo (5).

O mandatário disse que os dois "foram para uma aventura" e que "lamenta pelo pior". Além disso, afirmou que a cada dia que passa, as chances de encontrá-los vivos diminuem.

"Desde o primeiro dia, quando foi dado o sinal de alerta, a Marinha entrou em campo e no dia seguinte as Forças Armadas, a Polícia Federal. Tem quase 300 pessoas nessa procura. Dois aviões e helicópteros, barcos, agora é uma área fora da Funai, tem protocolo a ser seguido. Naquela região, geralmente você anda escoltado, foram para uma aventura, a gente lamenta pelo pior", falou o chefe do Executivo.

Na terça (7), Bolsonaro comentou o caso pela primeira vez. Em entrevista ao SBT, ele definiu a viagem de Bruno e Dom como uma “aventura não recomendada”.

“Realmente, duas pessoas apenas num barco, numa região daquela completamente selvagem é uma aventura que não é recomendada que se faça. Tudo pode acontecer. Pode ser acidente, pode ser que tenham sido executados”, afirmou. De acordo com a família de Bruno Pereira, ele era um profundo conhecedor da região.

Entenda o caso

O indigenista Bruno Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips estavam em uma expedição entre a comunidade ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Norte (AM) quando perderam o contato.

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) informou que os dois profissionais desaparecidos se deslocavam com o objetivo de visitar a equipe de vigilância indígena que atua perto do Lago do Jaburu. O jornalista pretendia realizar algumas entrevistas com os habitantes daquela região.

Segundo relatos, o desaparecimento ocorreu durante o trajeto da comunidade Ribeirinha São Rafael à cidade de Atalaia do Norte.

Em entrevista à GloboNews, Alessandra Sampaio, esposa de Dom Phillips, diz que não tem mais esperanças de encontrar o marido vivo. Ela também relatou que o casal sabia que o trabalho era arriscado, mas que seu marido nunca recebeu ameaças diretas. Muito emocionada, Alessandra falou que deseja encontrar pelo menos o corpo de Dom.

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