Bolsonaro volta a prometer atualização da tabela do Imposto de Renda

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Defasado, Imposto de Renda será cobrado de 24 milhões de brasileiros, ao invés de apenas 8 milhões (Buda Mendes/Getty Images)
Defasado, Imposto de Renda será cobrado de 24 milhões de brasileiros, ao invés de apenas 8 milhões (Buda Mendes/Getty Images)
  • Promessa foi uma das principais da campanha do presidente;

  • Bolsonaro ainda não acertou todos detalhes com o Ministério da Economia;

  • Imposto de Renda será cobrado de 24 milhões de brasileiras por defasagem da tabela.

Uma das principais promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro em 2018, a correção da tabela do Imposto de Renda foi deixada de lado durante seu governo. Na época, o então candidato à presidência afirmou que iria isentar os brasileiros que ganhassem até cinco salários mínimos por mês do Imposto.

Em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, o presidente afirmou: "Havia um compromisso nosso de mexer na tabela. Buscar uma atualização. Veio a pandemia. Aí foi uma desgraça para a gente... Assim como muitas coisas, eu não consegui botar para a frente".

No entanto, em 2019, primeiro ano de seu governo, nem Bolsonaro nem sua equipe do Ministério da Economia fizeram alguma movimentação para cumprir a promessa de campanha, tendo inclusive reduzido o valor pretendido da isenção para R$ 3 mil reais.

Bolsonaro promete mudança até o fim do ano

Em seu discurso na rádio, o presidente disse que já está discutindo com o Ministério da Economia a atualização da tabela, porém não deu detalhes do que está sendo planejado.

"Já está conversado com o Paulo Guedes. Vai ter atualização da tabela do imposto de renda para o próximo ano. Está garantido já. Não sei o percentual ainda, mas vamos começar a recuperar isso daí. Porque tá virando, na verdade, um redutor de renda. E não uma tabela".

A fala de Bolsonaro faz menção ao fato de que, conforme sobem a inflação e os salários, mas a tabela não é reajustada, mais brasileiros se veem obrigados a pagar o Imposto de Renda em ganhos menores, que não seriam taxados anos atrás.

Por exemplo, de acordo com uma estimativa da própria Receita Federal, se a tabela fosse corrigida de acordo com a inflação, neste ano 24 milhões de brasileiros estariam isentos do Imposto, quando, na verdade, apenas 8 milhões estão isentos.

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