Bolsonaro volta atrás e fala em viagem rápida a cúpula do Mercosul

***ARQUIVO*** BRASILIA, DF,  BRASIL,  11-07-2022,  O presidente Jair Bolsonaro recebe a presidente da Hungria Katalin Novák, em visita oficial no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO*** BRASILIA, DF, BRASIL, 11-07-2022, O presidente Jair Bolsonaro recebe a presidente da Hungria Katalin Novák, em visita oficial no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (17) que pode fazer uma viagem "bate e volta" para participar da próxima reunião de cúpula do Mercosul, marcada para quinta-feira (21), no Paraguai.

Na última semana, Bolsonaro havia dito que não iria ao encontro, que será o primeiro de líderes da organização desde o início da pandemia de Covid-19, em 2020.

O presidente agora afirmou que deverá bater o martelo sobre sua ida nesta segunda-feira (18). "Tava 99% para eu não ir, agora está 50%", afirmou a jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada .

Bolsonaro disse que estão tentando lhe convencer a ir ao encontro com "uma avalanche de argumentos" e que o "acerto" seria sair de madrugada de Brasília e retornar ao final da tarde, mas que "tudo pode mudar".

"O empecilho são os problemas que têm para resolver aqui. Tô propenso a não ir, mas posso ir. Espero que vocês não falem 'ah, recuou'. O Paraguai é um dos poucos países da América do Sul que ainda não é vermelho, e eu tenho uma consideração muito grande pelo Marito", disse, referindo-se ao presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez.

Ele afirmou que gostaria de viajar para prestigiar o colega paraguaio, que, assim como o brasileiro, também se formou paraquedista militar. "Esse curso [de paraquedista] nos une. O importante do Marito é a relação que nós temos. Sabemos da distância econômica entre nós, mas vivemos em perfeita harmonia. Eu gosto muito do Marito e acho que a recíproca é verdadeira, e isso é bom para ele ainda lá, né?", disse.

Na última semana, Bolsonaro havia dito que não iria mais ao encontro e que "na política, sempre você pode voltar atrás em algumas coisas". "Mas a minha decisão, até o momento, é não ir ao Mercosul, apesar do apelo do Marito", disse Bolsonaro a jornalistas.

O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai —além da Venezuela, suspensa pelo bloco desde 2017. São considerados Estados associados, sem poder de voto, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname, além da Bolívia, em processo de adesão.

Bolsonaro perdeu aliados em muitos desses países devido a trocas de líderes em eleições recentes, que levaram políticos de esquerda ao poder. Foi o caso do Chile, com Gabriel Boric; do Peru, com Pedro Castillo; e da Bolívia, com Luis Arce; além do episódio mais recente, da Colômbia, em que Gustavo Petro assumirá a Presidência em agosto.

Em mais de uma ocasião, o governo brasileiro avaliou sair do Mercosul e, em 2019, líderes de direita da região criaram um novo bloco, com afinidades políticas, o Prosul (Foro para o Progresso da América do Sul). Dos mandatários fundadores, já deixaram o poder Mauricio Macri (Argentina), Sebastián Piñera (Chile), Martín Vizcarra (Peru) e Lenín Moreno (Equador), além de Iván Duque, de saída do governo da Colômbia.

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