Bolsonaro volta a citar TCU e insistir em risco de supernotificacão de mortes

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BRASÍLIA — Após o Tribunal de Contas da União (TCU) decidir investigar a participação de um auditor na elaboração de um documento que coloca sob suspeita as notificações de mortes por Covid-19 no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro voltou a citar o tribunal nesta quarta-feira ao dizer, sem provas, que há supernotificação de óbitos pela doença no país.

Bolsonaro não mencionou o auditor nem a investigação do TCU e, como já havia feito na terça-feira, citou apenas um acórdão do tribunal que falava na possibilidade de supernotificação. O presidente havia citado na segunda-feira o relatório que está sendo investigado, mas, após o tribunal negar a autoria, mudou o discurso e passou a falar apenas no acórdão, que não menciona nenhum caso concreto.

— O TCU fez dois acórdãos dizendo que o critério mais importante para mandar recursos para estados era notificações de Covid. E o próprio TCU disse que essa prática poderia não ser mais salutar porque incentivaria supernotificações — disse nesta quarta, em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

Apesar o acórdão do TCU não citar nenhum caso concreto de irregularidade nos números, o presidente citou relatos de internet como evidência de que haveria supernotificação.

— Então, alguns governadores, para poder receber mais dinheiro, notificavam mais Covid, inclusive mortes. Vocês devem ter visto na internet a quantidade de pessoas revoltadas que o parente não morreu de Covid e colocam no atestado de óbito.

Bolsonaro disse que determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) investigue a situação e aproveitou para criticar a CPI da Covid, citando o presidente e o relator da comissão, os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL).

— Uma questão que eu já passei para a Controladoria-Geral da União para estudar isso daí. Buscarmos, realmente, uma maneira de salvar vidas. E não ficar agindo como aquelas pessoas lá, não são todas, da CPI. Tem gênios sobre saúde, como Renan Calheiros e Omar Aziz.

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