Bolsonaro volta a dizer que "criaram pânico" com Covid e fala em pressão por venda de vacinas

·2 minuto de leitura
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça-feira, que há uma pressão pela venda de vacinas contra a Covid-19, criticou o que considera um pânico criado na população e repetiu que é preciso enfrentar a pandemia do novo coronavírus comparando a uma guerra, numa semana em que o Brasil deve atingir a marca de 200 mil mortes pela doença.

Em conversa com simpatizantes transmitida por uma rede social, Bolsonaro disse que "não é verdade" que há países em que já há uma vacinação de toda a população.

"Não é verdade, mais ou menos 25% do país está vacinando e, detalhe, um fabricante vendeu 10 mil vacinas para 20 e poucos países. Eles estão vacinando, mas não estão vacinando seu povo como um todo. Dez mil vacinas para um país não é nada, não interessa que seja Paraguai, população pequena, ou até a Alemanha, população média, ou até mesmo o Brasil, mas isso vem a pressão, pressão porque vende", disse.

"Agora criaram um pânico perante a população e quando eu falei lá atrás que tinha que enfrentar: "ah, ele despreza a morte!". Tem que enfrentar, pô, é igual a uma guerra", emendou.

Os comentários do presidente a apoiadores ocorreram após uma visita técnica que ele fez ao Ministério da Saúde para se inteirar sobre o andamento das negociações em torno da vacinação no país contra Covid-19. Ele não falou com a imprensa na ocasião.

Nesta terça-feira, o Brasil registrou mais 1.171 mortes em decorrência da Covid-19, totalizando 197.732 óbitos pela doença, em um total de 7.810.400 casos confirmados. O Brasil é o segundo país com maior número de mortes por coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e o terceiro em casos, abaixo dos EUA e da Índia.

(Reportagem de Ricardo Brito)