Bolsonaro volta foco da campanha para a corrupção do PT em comício na Baixada Fluminense

Um dia após ter convocado uma reunião ministerial para tratar da tensão com o TSE, o presidente Jair Bolsonaro evitou ataques à Corte e ao ministro Alexandre de Moraes, durante rápido comício em São João de Meriti. O foco do discurso de dez minutos, que começou com mais de uma hora de atraso na Praça da Matriz da cidade, foi a pauta de costume, a "defesa" da família e os ataques ao PT. Segundo o presidente, que tenta a reeleição agora pelo PL, o PT ficou 14 anos do poder para "só roubar nossa pátria".

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Ainda no tema corrupção, Bolsonaro, que fez uma carreata de Belford Roxo a São João de Meriti, disse que ex-ministros de Lula teriam saído dos cargos porque foram presos.

— Nós sabemos o que tem do outro lado. Os meus ministros saíram e se elegeram — disse o presidente, que se apresentou num dia em que foi decretado ponto facultativo por decisão do prefeito Dr. João, também do PL.

Em cima de um trio elétrico, Bolsonaro estava acompanhado de outros políticos aliados, como o governador Claudio Castro, os deputados Márcio Canella e Clarissa Garotinho, o prefeito de Duque de Caxias Washington Reis, e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. Enquanto discursava, seguranças carregavam malas à frente do corpo, como medida de segurança.

Como já havia feito em outros discursos, o presidente apelou para a torcida do Flamengo, ao dizer que, no próximo sábado, o público deveria "dar uma pausa na política", para torcer e receber o Flamengo no aeroporto do Galeão, após a disputa da final da Libertadores. A equipe, porém, só retorna ao Rio no domingo, dia da eleição.

Quando fez a defesa da agenda de costumes, associou, como vem fazendo de forma enganosa, supostas medidas de liberação de aborto e fechamento de igrejas.

— Hoje temos um presidente que defende a família, que é contra a ideologia de gênero, a liberação de drogas e do aborto — disse Bolsonaro, que ainda repetiu o assunto do fechamento de igrejas, o que vem sendo reiteradamente associado, de forma enganosa, a uma suposta medida de Lula. — Não aceitamos fechar igrejas como alguns fecharam por ocasião da pandemia.