Bolsonaro xinga Doria de "bosta" e Witzel de "estrume" em reunião ministerial

Leo Branco
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São Paulo (SP), 06/05/2020 - Coletiva de imprensa João Doria Covid19 - João Doria, (PSDB) Governador de São Paulo, anuncia medidas de combate ao Coronavírus, (COVID-19) nesta quarta feira, (6) no Palácio dos Bandeirantes. (Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Agência O Globo) São Paulo
São Paulo (SP), 06/05/2020 - Coletiva de imprensa João Doria Covid19 - João Doria, (PSDB) Governador de São Paulo, anuncia medidas de combate ao Coronavírus, (COVID-19) nesta quarta feira, (6) no Palácio dos Bandeirantes. (Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Agência O Globo) São Paulo

SÃO PAULO -- Em reunião ministerial de 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) xingou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) de “bosta” e o do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) de “estrume” por terem adotado medidas de restrição à circulação de pessoas para conter o avanço da pandemia da Covid-19. Para Bolsonaro, as medidas retiraram a ‘liberdade’ da sociedade brasileira.

-- Que os caras querem é a nossa hemorroida! É a nossa liberdade! Isso é uma verdade. O que esses caras fizeram com o vírus, esse bosta desse governador de São Paulo, esse estrume do Rio de Janeiro, entre outros, é exatamente isso. Aproveitaram o vírus, tá um bosta de um prefeito lá de Manaus agora, abrindo covas coletivas. Um bosta. Que quem não conhece a história dele, procura conhecer, que eu conheci dentro da Câmara, com ele do meu lado! Né? E nós sabemos o ... o que, a ideologia dele e o que ele prega. E que ele sempre foi. O que a ... tá aproveitando agora, um clima desse, pra levar o terror no Brasil. Né? Então, pessoal, por favor, se preocupe que o de há mais importante, mais importante que a vida de cada um de vocês, que é a sua liberdade. Que homem preso não vale porra nenhuma.

Além disso, o prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto (PSDB) também foi chamado de “bosta” por ter aberto covas coletivas em meio do aumento expressivo no número de mortes na cidade por causa da pandemia. As imagens de Manaus chamaram a atenção da imprensa internacional sobre as dificuldades do Brasil em conter o avanço do vírus.

O conteúdo da reunião ministerial foi divulgado nesta sexta-feira (22) por decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). O vídeo faz parte do inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro interferiu na Polícia Federal, como acusa o ex-ministro Sergio Moro.

João Doria não comentou os comentários de Bolsonaro. Numa rede social, o governador paulista classificou como “inaceitável a ameaça desrespeitosa e autoritária” da nota divulgada nesta sexta-feira pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, alegando que seria uma "afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e interferência inadmissível de outro Poder" e que "poderá ter consequências imprevisíveis". Para o governador paulista, a sociedade brasileira “repudia qualquer tentativa de ataque à democracia”.