Bolsonaro xinga Doria em jantar com empresários: “Governador é um vagabundo, caralho”

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BRASILIA, BRAZIL - MARCH 31: President of Brazil Jair Bolsonaro speaks during pronouncement on the new emergency aid amidst the coronavirus pandemic  (COVID-19) at the Planalto Palace, on March 31,2021 in Brasilia, Brazil. Brazil has over 12,658,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 317,646 deaths. (Photo by Mateus Bononi/Getty Images)
Bolsonaro encara o governador de São Paulo, João Doria, como adversário político (Foto: Mateus Bononi/Getty Images)

Durante a reunião com empresários na noite da última quarta-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) xingou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). A informação foi revelada pela jornalista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Em São Paulo, na casa do fundador da Gocil, Washington Cinel, Bolsonaro teria dito: “O governador de vocês é um vagabundo, caralho”. O relato foi feito por pessoas que estavam no evento.

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Outras pessoas presentes disseram que, segundo Bolsonaro, Doria é um destruidor de vidas e que está acabando com os empregos ao manter o comércio e os restaurantes fechados no estado de São Paulo.

No jantar, estavam presentes supostos aliados e figuras próximas de Doria. Alguns deles estariam decepcionados com o governador por ter adotado medidas restritivas de combate à covid-19.

Pelo menos 20 empresários estavam no encontro. Entre eles, estavam Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco, André Esteves, do BTG, Alberto Saraiva, do Habib’s e Claudio Lotterberg, da Confederação Israelita do Brasil e do Hospital Albert Einstein.

Além do presidente, estiveram no encontro Fabio Faria, ministro das Comunicações, Paulo Guedes, da economia, Marcelo Queiroga, da Saúde e Tarcísio Gomes de Freitas, da Saúde.

O que foi dito no jantar

Segundo o jornal O Globo, o presidente declarou no encontro que acha que o Congresso Nacional vai aprovar as reformas enviadas pelo governo. Bolsonaro ainda teria repetido que a pandemia da covid-19 não pode levar o Brasil à miséria total.

A maior parte dos empresários se posicionou contra o lockdown – assim com o presidente da República. Bolsonaro também apoiou a reabertura das igrejas.

Recorde de mortes em São Paulo

TOPSHOT - Patients affected by the COVID-19 coronavirus remain at a field hospital set up at a sports gym, in Santo Andre, Sao Paulo state, Brazil, on March 26, 2021. - Brazil set a new daily Covid-19 death toll record of 3,650 on Friday, the health ministry said, as the pandemic spins out of control in Latin America's largest economy. (Photo by Miguel SCHINCARIOL / AFP) (Photo by MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)
Hospital de campanha em Santo André, região do ABC (Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)

O estado de São Paulo bateu novo recorde de mortes diárias por Covid-19 nesta terça-feira (06). Foram registrados 1.389 óbitos pela doença em 24h. Os altos números levaram o governo e o Centro de Contingência a decretarem a "fase emergencial", a mais restritiva do Plano SP. 

O maior registro havia sido há uma semana, na última terça-feira: 1.209 mortes. Com essa atualização, o estado chega ao total de 78.554 mortes pela Covid-19. Vale ressaltar que é justamente na terça-feira que os números costumam ser mais altos, devido ao represamento de dados do final de semana.

Os novos registros não significam, necessariamente, que as mortes aconteceram de um dia para o outro, mas que foram computadas no sistema neste período.

São Paulo também registrou 22.794 casos confirmados da doença nesta terça, chegando a um total de 2.554.841 contaminados.

Prorrogação da fase emergencial

São Paulo pode viver ainda mais tempo na fase emergencial, a mais restritiva do Plano SP. Segundo o coordenador do Centro de Contingência da Covid-19 do estado, Paulo Menezes, o assunto está sendo discutido e será anunciado na próxima sexta-feira (9).

Inicialmente, a fase emergencial vale até dia 11 de abril.

"Estamos discutindo a necessidade de extensão da fase emergencial ou não, isso será feito até sexta-feira. É bem provável que a gente siga com maiores níveis de restrição nos próximos dias", afirmou. A decisão do Centro de Contingência será encaminhada ao governador do estado, João Doria.

"Não cabe aqui fazer avaliação sobre decisão da ciência, eu não interpreto a ciência", declarou o tucano. Segundo Doria, as decisões do Centro de Contingência serão acatadas, conforme a necessidade do estado.