Bolsonaro.com.br: quem é dono do site que hostiliza o presidente

O site “bolsonaro.com.br”, que era utilizada para destacar ações do governo, foi remontada com imagens e textos que associam o candidato à reeleição ao nazista Adolf Hitler. (Foto: ALBARI ROSA/AFP via Getty Images)
O site “bolsonaro.com.br”, que era utilizada para destacar ações do governo, foi remontada com imagens e textos que associam o candidato à reeleição ao nazista Adolf Hitler. (Foto: ALBARI ROSA/AFP via Getty Images)

A equipe do presidente Jair Bolsonaro (PL) já localizou o responsável por reutilizar um domínio com o nome do atual governante para fazer uma espécie de galeria de críticas a ele.

A plataforma “bolsonaro.com.br”, que era utilizada para destacar ações do governo, foi remontada com imagens e textos que associam o candidato à reeleição ao nazista Adolf Hitler, por exemplo.

Segundo informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, quem comprou e atualizou o domínio foi o empresário Gabriel Baggio Thomaz. Ele adquiriu o registro em janeiro e modificou a página em agosto deste ano.

Gabriel tem residência fixa em Curitiba, no Paraná, e é proprietário de algumas empresas. Dentre elas, uma atua na venda de papelão ondulado e chegou a ganhar licitações do governo federal durante o mandato da petista Dilma Rousseff (PT), apurou o colunista.

Essas informações foram repassadas para a equipe jurídica de Bolsonaro. A ideia é acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ainda nesta quarta-feira (31) para buscar a recuperação do domínio.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Um dos advogados do presidente, Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, respondeu ao colunista que deve protocolar uma representação eleitoral e uma interpelação judicial.

A nova formulação do site apresente o candidato à reeleição como uma “ameaça ao Brasil” e mostra uma ilustração em que o presidente faz uma saudação nazista. Alem disso, traz uma sequência de imagens e textos sobre casos de corrupção no governo, falando sobre ataques do mandatário ao sistema eleitoral, e material crítico à gestão federal durante a pandemia do novo coronavírus.

Um texto no site informa que a plataforma “não é administrada e nem pertence à família Bolsonaro”.

No menu “sobre”, o material é descrito como uma “galeria de arte digital e acervo jornalístico relacionado à família Bolsonaro”. Na mesma página, há uma contagem regressiva para o fim do atual mandato do governante, que finda em 31 de dezembro.