Bomba no DF: Preso diz ter recebido explosivo no acampamento do QG do Exército

O caso ocorreu na véspera do Natal, e o suspeito se entregou aos investigadores na terça (17).

Alan Diego dos Santos, apontado como terceiro suspeito de envolvimento no caso da bomba no DF, se apresentou à Polícia Civil em Mato Grosso. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Alan Diego dos Santos, apontado como terceiro suspeito de envolvimento no caso da bomba no DF, se apresentou à Polícia Civil em Mato Grosso. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Alan Diego dos Santos Rodrigues, preso por tentar explodir um caminhão-tanque perto do Aeroporto de Brasília, disse à Polícia Civil, nesta quinta-feira (19), que recebeu o explosivo em frente ao Quartel-General do Exército na capital federal.

O eletricista e taxista, prestou depoimento ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECOR) da Polícia Civil do Distrito Federal. O caso ocorreu na véspera do Natal, e o suspeito se entregou aos investigadores na terça (17).

De acordo com as investigações, foi confirmado o envolvimento de Diego no atentado frustrado, a partir de imagens de câmeras de segurança que registraram o eletricista deixando a bomba no local.

No depoimento, ele admitiu a autoria e disse ter recebido do empresário George Washington de Oliveira, preso em 24 de dezembro, o artefato que seria instalado no paralamas do caminhão-tanque com mais de 60 mil litros de combustível. Alan também disse que estava acompanhado por Wellington Macedo de Souza – que está foragido.

O trio se tornou réu na última segunda-feira (16) pelo crime do Artigo 251 do Código Penal, que trata de colocar em risco a vida, a integridade física ou o patrimônio por meio de explosão. A pena nesse caso é de prisão de três a seis anos, e multa.

Após ter se tornado réu, na tarde de terça-feira (17), Alan se entregou à Polícia Civil de Mato Grosso. Após o depoimento na sede do DECOR, o eletricista foi levado ao Sistema Penitenciário do Distrito Federal, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O caso

Na véspera de Natal, a Polícia Militar, detonou o explosivo após o artefato ser encontrado pelo motorista do caminhão-tanque. À época, o homem não soube dizer quem havia deixado o material ali e a polícia descartou a participação dele no caso.

No mesmo dia, George Washington de Oliveira Sousa foi preso pela polícia por suposto envolvimento no caso. Ele veio do Pará a Brasília para participar das manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que ocorriam no quartel-general do Exército.

Em depoimento, o empresário afirmou ter planejado com manifestantes do QG (Quartel General) no Exército a instalação de explosivos em pelo menos dois locais da capital federal para "dar início ao caos" que levaria à "decretação do estado de sítio no país", o que poderia "provocar a intervenção das Forças Armadas".

O homem foi localizado e preso em um apartamento no Sudoeste, na região central do DF. Com ele, foi apreendido um arsenal com pelo menos duas espingardas, um fuzil, dois revólveres, três pistolas, centenas de munições e uniformes camuflados. No apartamento, foram encontradas outras cinco emulsões explosivas.