Bomba falsa que fechou ponte em Campos dos Goytacazes foi esquecida por catadores de material reciclável

A bomba falsa que levou, na manhã desta quarta-feira, ao fechamento da Ponte Leonel Brizola no Centro de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, teria sido esquecida no local por dois catadores de material reciclável. Os homens foram identificados pela Polícia Civil a partir de imagens de câmeras de segurança. Os dois disseram em depoimento que acharam o simulacro de explosivo no lixo e o deixaram no local onde foi encontrado — o muro de um hortifruti em frente ao Mercado Municipal da cidade — pretendendo pegar depois. Os dois alegaram que não pretendiam cometer qualquer crime foram liberados e vão responder em liberdade pela contravenção penal de “provocar alarma, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto”.

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O falso explosivo foi achado no início da manhã pelo dono do estabelecimento. Vários tubos vermelhos, simulando bananas de dinamite e amarrados com fitas, estavam conectados por fios a dois relógios — um deles, um despertador velho e amassado. A 134ª DP (Campos), que fica a aproximadamente 400 metros do local, foi acionada por volta das 6h30. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, com apoio de equipes da prefeitura, isolaram o entorno do hortifruti e também fecharam a ponte, cuja pista de descida termina quase em frente ao estabelecimento. O Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil também foi acionado no Rio, e uma equipe da unidade partiu para Campos.

Com a chegada dos policiais do Antibombas, o artefato foi detonado, como orienta o protocolo de segurança para situações semelhantes. Fragmentos do objeto, que não tinha carga explosiva, foram recolhidos e encaminhados para perícia, segundo a Polícia Civil.

Flagrado por câmeras

Enquanto isso, agentes da 134ª DP buscavam câmeras de segurança que tivessem flagrado quem abandonou a falsa bomba. Na delegacia, já com as imagens, um dos envolvidos foi identificado, usando um banco de dados do setor de inteligência policial. Uma equipe da polícia foi à casa do suspeito, na Rua Conselheiro José Fernandes, a cerca de um quilômetro e meio do Mercado Municipal. Na residência, o catador de recicláveis admitiu ter deixado a falsa bomba com um amigo perto do hortifruti. Ele pretendia pegar o explosivo falso, achado no lixo, na manhã desta quarta-feira, já que de madrugada estavam cansados e carregar materiais.

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O segundo envolvido no caso foi encontrado no entorno da Rodoviária Roberto Silveira, também não muito longe do local onde o simulacro de bomba estava. A contravenção da qual a dupla é acusada — o caso vai ser encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) — não prevê prisão: a pena vai de 15 dias a seis meses.