Bomba de Liverpool poderia ter causado mortos e feridos graves, segundo a Polícia

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Explosão ocorreu do lado de fora do Hospital para Mulheres de Liverpool, momentos antes do minuto de silêncio, em todo país, pelos mortos da guerra (AFP/Oli SCARFF)

A bomba de fabricação caseira usada no ataque em um táxi em Liverpool estava carregada de estilhaços e teria causado "feridos graves ou mortos" se tivesse sido detonada corretamente, informou a Polícia britânica nesta sexta-feira (19).

O iraquiano Emad Al Swealmeen, de 32 anos, detonou a bomba sentado no banco do passageiro de um táxi em frente a um hospital para mulheres no último domingo, durante as tradicionais comemorações no Reino Unido pelas vítimas das guerras.

A Polícia trata a explosão como um ato de terrorismo, no qual o principal suspeito morreu e o taxista ficou ferido, embora nenhum motivo ideológico tenha sido identificado ainda, de acordo com a imprensa britânica.

A bomba foi fabricada com "explosivos caseiros" e "bolas de metal foram fixadas a ela, o que teria agido como estilhaços", explicou o chefe da polícia antiterrorista da região, Russ Jackson, nesta sexta-feira.

"Se tivesse sido detonada em outras circunstâncias, acreditamos que teria causado ferimentos graves ou mortes", acrescentou ele em um comunicado.

Emad Al Swealmeen teria começado a comprar os materiais para a bomba "pelo menos" desde abril, quando alugou uma casa em Liverpool, segundo Russ Jackson.

O homem "sofreu episódios de doença mental, o que será a base das investigações".

Segundo a imprensa britânica, Emad Al Swealmeen era um solicitante de asilo e não estava no radar dos serviços de Inteligência. Chegou ao Reino Unido há vários anos e se converteu ao cristianismo.

Na quarta-feira, alguns jornais especularam que tais conversões podem ser uma técnica usada por certos requerentes de asilo para apoiar sua causa, pondo sua honestidade em xeque.

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