Bomba no DF: 3º envolvido em caso se entrega à polícia no MT

Trio arquitetou atentado à bomba em Brasília na véspera de Natal

Alan Diego dos Santos, apontado como terceiro suspeito de envolvimento no caso da bomba no DF, se apresentou à Polícia Civil em Mato Grosso. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Alan Diego dos Santos, apontado como terceiro suspeito de envolvimento no caso da bomba no DF, se apresentou à Polícia Civil em Mato Grosso. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
  • Apontado como terceiro envolvido em tentativa de atentado à bomba no DF, Alan Diego se entregou à polícia em delegacia do MT;

  • Além dele, outros dois são apontados por envolvimento: empresário que já está preso e blogueiro que segue foragido;

  • Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), eles planejavam atentado golpista com uso de bomba na capital federal.

Apontado como o terceiro envolvido numa tentativa de atentado à bomba no aeroporto de Brasília (DF), Alan Diego dos Santos se entregou à Justiça na delegacia de Comodoro (MT), a 677 km de Cuiabá, nesta terça-feira (17).

Ele era procurado desde dezembro de 2022, após ser apontado como um dos responsáveis por armar um explosivo e instalá-lo em um caminhão-tanque nos arredores do aeroporto da capital federal.

Além disso, Alan Diego também é suspeito de ter participado dos ataques bolsonaristas promovidos no dia 12 de dezembro, também em Brasília.

Relembre o caso

Na véspera do último natal, a polícia encontrou uma bomba instalada em um caminhão em área próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília. No mesmo dia, o empresário Washington de Oliveira se declarou responsável pelo artefato e a investigação passou a buscar novos envolvidos.

Em depoimento, o empresário afirmou ter planejado com manifestantes do QG (Quartel General) no Exército a instalação de explosivos em pelo menos dois locais da capital federal para "dar início ao caos" que levaria à "decretação do estado de sítio no país", o que poderia "provocar a intervenção das Forças Armadas".

Ele também admitiu ter buscado informações sobre os explosivos na internet, em sites de compras como o da Shopee, por exemplo.

Com isso, foram identificados Alan Diego e o blogueiro Wellington Macedo de Souza, que é considerado foragido. O jornalista foi assessor do foi assessor do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, chefiado por Damares no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os três responderão na Justiça por crime de explosão, ao colocarem em risco tanto a vida e integridade física de pessoas ou patrimônio em risco em uso de explosivos. A pena pode variar de 3 a 6 anos de prisão.

A punição pode aumentar em até 1/3, visto que o Ministério Público quer que seja levado em conta que o objetivo dos três era atingir um depósito de combustível.

O trio ainda pode ser acusado de terrorismo, com acusações que serão levadas a esfera da Justiça Federal.

A ordem de prisão deles foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).