Bombardeamentos russos matam em Margarets

Pelo menos 13 pessoas morreram na sequência dos mais recentes bombardeamentos das tropas russas contra a cidade ucraniana de Marganets.

Kiev afirma que os foguetes foram disparados do território da central nuclear de Zaporizhzhia, que fica na outra margem do rio Dnipro.

As tropas russas controlam a central nuclear ucraniana e foram acusadas por Kiev de a terem transformado numa base militar a partir da qual disparam mísseis, sabendo que é demasiado arriscado para a Ucrânia ripostar.

Tem havido vários confrontos perto da maior central nuclear da Europa, onde inúmeros projecteis já caíram.

O receio de uma catástrofe nuclear é comum a toda a comunidade internacional.

A Rússia culpa a Ucrânia e solicitou a reunião urgente desta quinta-feira do Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, para discutir a situação.

Ao mesmo tempo, os países do G7 exigiram que a Rússia devolvesse imediatamente o controlo da central nuclear de Zaporizhzhia à Ucrânia. Acusam as forças de Moscovo de colocar toda a região em perigo.

No início desta semana, um oficial militar ucraniano disse que a segurança em Zaporizhzhia não podia ser garantida porque há russos armados a supervisionar os técnicos ucranianos. Mas as unidades de produção da central eléctrica estão, geralmente, protegidas.

Numa outra frente, há uma pressão crescente sobre a Europa para proibir os turistas russos. Fazendo eco do seu presidente, o Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano Dmytro Kuleba quer que os organismos internacionais deixem de emitir vistos para os russos.

Entretanto, bombardeamentos russos no nordeste da Ucrânia provocaram dois mortos na aldeia de Staryi Saltiv, na região de Kharkiv.