Observador da OSCE morre em explosão de mina no leste da Ucrânia

Kiev, 23 abr (EFE).- Um observador da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) morreu neste domingo na província ucraniana de Lugansk após a explosão de uma mina na passagem do automóvel no qual viajavam os membros da missão desse organismo.

Segundo a polícia da autoproclamada república separatista de Lugansk, um membro da missão morreu e outro ficou ferido quando passavam pela localidade de Prishib, perto da linha de separação de forças no leste de Ucrânia.

Aparentemente, um dos carros do comboio da OSCE foi atingido em cheio pela mina terrestre, enquanto o segundo saiu intacto.

A república separatista de Donetsk também confirmou a morte do observador e lembrou que a OSCE foi advertida para tomar extremas medidas de segurança.

"É sabido que tal comboio saiu da rota habitual e se deslocava por estradas secundárias, o que é proibido pelo mandato da missão de observação da OSCE", disse Eduard Basurin, subcomandante das milícias rebeldes, a meios de comunicação russos.

O presidente em exercício da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa, o ministro das Relações Exteriores da Áustria, Sebastian Kurz, lamentou a morte do observador em sua conta de Twitter.

"Trágicas notícias da Ucrânia. Uma patrulha da Missão de Observação Especial atingiu uma mina. Um membro da patrulha morto e outro ferido. A morte de um colega é um choque para toda a OSCE ", disse.

Kurz pediu uma "aprofundada investigação" do incidente para que os responsáveis pelo ataque sejam punidos.

As forças de segurança separatistas não descartam que a mina tenha sido colocada por grupos subversivos ucranianos ativos na zona de separação.

Embora os Acordos de Paz de Minsk de fevereiro de 2015 tenham dado fim à guerra em grande escala entre o exército ucraniano e as milícias insurgentes pró-russas, os combates são constantes, assim como as baixas em ambos os lados.

As negociações de paz estão paralisadas, entre outros motivos, pela falta de acordo quanto às eleições nas áreas controladas pelos separatistas, já que Kiev exige garantias de segurança e a presença de observadores internacionais.

Além disso, a Ucrânia quer o controle da fronteira entre as regiões de Donetsk e Lugansk e o território russo, enquanto Moscou pede que Kiev aprove antes uma lei que conceda autonomia às zonas separatistas. EFE