EUA e aliados perpetraram ataques aéreos e de navios em ofensiva na Síria

Washington, 13 abr (EFE).- A ofensiva lançada neste sábado pelos Estados Unidos, Reino Unido e França contra a Síria, combinou ataques aéreos e mísseis projetados a partir de navios no Mediterrâneo, de acordo com informações do Pentágono.

"Forças navais e aéreas americanas, francesas e britânicas estiveram envolvidas na operação", explicou o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Joseph Dunford.

Estas forças perpetraram três ataques nos quais destruíram um centro de pesquisa científica utilizada para o desenvolvimento e produção de armas químicas, dois depósitos com armas químicas e um "importante centro de comando", disse Dunford.

Os ataques tiveram como objetivo "dissuadir" o presidente sírio Bashar al-Assad do uso futuro de armas químicas após um suposto ataque deste tipo ocorrido há uma semana, na cidade de Duma.

Antes de Dunford especificar os objetivos da ofensiva, o presidente americano, Donald Trump, apareceu para anunciar sua ordem de perpetrar "ataques de precisão" contra as "capacidades de armamento químico" de Assad.

A ofensiva de hoje é o segundo ataque que Trump ordena contra posições sírias desde que chegou à Casa Branca, no início do ano passado.

No dia 7 de abril de 2017, em resposta a outro ataque químico, os Estados Unidos sozinho atacaram uma base aérea da Síria com mísseis projetados desde navios e destruiu, segundo os americanos, 20% da frota aérea militar de Damasco.

Dunford disse que os ataques de hoje foram "quantitativamente e qualitativamente diferentes dos de 2017".

"No ano passado, lançamos um ataque unilateral em uma única posição. Esta noite lançamos ataques com dois aliados contra múltiplas posições que resultarão em uma degradação a longo prazo da capacidade da Síria de investigar, produzir e utilizar armas químicas e biológicas", disse. EFE