Bombas não se calam em Severodonetsk

Severodonetsk é, neste momento, o palco dos mais intensos combates na Ucrânia e o último reduto das forças ucranianas na região de Luhansk. Por isso, as tropas leais a Kiev recusam-se a entregar o controlo total da urbe às forças invasoras russas, apesar de terem perdido terreno nas últimas horas.

A poucos quilómetros dali, na localidade de Lysychanks, (quase na fronteira administrativa com a região de Donetsk), é possível perceber quão intensos são os combates.

Lysychansk é, também, alvo da artilharia do Kremlin, no entanto os russo ainda não conseguiram entrar na localidade. A maioria dos residentes fugiu, mas alguns permanecem...

"Os meus filhos e os meus netos refugiaram-se em abrigos, em Severodonetsk e aqui. Como poderia eu deixá-los? Até serem retirados e ser a minha vez...", diz Juri, enquanto se ouvem as explosões das bombas.

Depois de ter sido obrigado a repensar a estratégia militar na Ucrânia, Vladimir Putin enviou para o Donbass algumas das armas mais sofisticadas de que dispõe no arsenal. O presidente russo está, também, a acelerar os planos de anexação na faixa sul da Ucrânia, que invadiu nos primeiros dias da guerra. Os líderes locais pró-russos estão a preparar referendos, como aquele que orquestrou na Crimeia em 2014.

As forças ucranianas, apesar de em menor número e com menos poder de resposta, continuam a resistir ao invasor.

Entretanto, as forças militares norte-americanas começaram a treinar as forças ucranianas nos sofisticados lançadores de foguetes múltiplos, os Himars. O treino estará a decorrer numa base na Alemanha e noutros locais da Europa.

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