'Bondades eleitorais' de Bolsonaro já somam R$ 335 bi com novo projeto para reduzir preço de combustíveis

A lista de "bondades eleitorais" do presidente Jair Bolsonaro cresceu com o anúncio do pacote para baixar os preços dos combustíveis, e agora as medidas, grande parte anunciada neste ano, já somam R$ 335,2 bilhões. Esse montante inclui ações que têm impacto nas contas do governo, como a ampliação do Auxílio Brasil e renúncias fiscais, e também medidas financeiras, como antecipação do 13º a aposentados e do FGTS.

A ofensiva sobre os combustíveis é a nova cartada do presidente em um pacote bilionário, que envolve acenos a diferentes públicos, mas com um objetivo claro: melhorar sua popularidade a fim de se cacifar melhor para a corrida eleitoral.

Se antes o carro-chefe da estratégia eram as ações voltadas à população vulnerável – como o Auxílio Brasil de R$ 400 e o vale-gás –, agora, a nova obsessão do presidente está no preço dos combustíveis.

As constantes altas nos preços de combustíveis, que pressionam a inflação pelo potencial que têm de disseminar reajustes salgados nos preços de produtos básicos, afetam em cheio sua popularidade, um mau negócio para o ano eleitoral.

Com o pacote anunciado, ele ainda consegue acenar a uma importante base – os caminhoneiros – e coloca os estados e seus governadores, antagonistas políticos desde o início da pandemia – em situação delicada para negar o pedido.

Com impacto no orçamento (R$ 151,2 bilhões)

Sem impacto fiscal (R$ 184 bilhões)

FGTS

Linhas de crédito

O Ministério da Economia e Planalto foram procurados, mas não comentaram até o momento.


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