"Boom" de patrocínios do chamado mercado de apostas deve acontecer nos próximos meses

Fábio Utz Iasnogrodski

Foi com a legalização de apostas esportivas no Brasil, em dezembro de 2018, que sites do ramo ficaram autorizados a fazer anúncios em propriedades de clubes e competições. E isso, por óbvio, agitou o mercado publicitário. Treze equipes da Série A terminaram o último Campeonato Brasileiro com patrocinadores deste tipo. E isso tende a aumentar, e muito, em um futuro breve.




Na última quinta-feira, por exemplo, o Red Bull Bragantino anunciou contrato com a NetBet para estampar esta marca na manga de sua camiseta. Os outros três times que subiram para a primeira divisão nacional (Sport, Coritiba e Goiás) trabalham, respectivamente, com Infinity Bet, Marjosports e estadium.bet. Trata-se, como aponta matéria do ​Uol Esporte, de um processo sem volta. "O tamanho da população e a paixão pelo futebol. Isto, aliado com o grande número de apostadores brasileiros que aposta em sites estrangeiros, faz com que o país seja a bola da vez em 2020. Até o presente momento as grandes empresas operadoras de apostas esportivas ainda não desembarcaram no Brasil visando ao patrocínio de clubes. Espera-se que isso ocorra quando o mercado estiver regulamentado, o que por consequência terá a capacidade de aumentar os valores dos contratos de patrocínio”, explicou o advogado Eduardo Carlezo.


O futebol brasileiro já movimenta R$ 4 bilhões por ano em apostas. Com a intenção do governo em regulamentá-las até março de 2020, o chamado “boom” está muito próximo de acontecer. Haverá, assim, condição para a instalações das empresas (que não precisarão ser hospedadas em outros países), tirando a obrigatoriedade das plataformas serem administradas pela Caixa Econômica Federal e ampliando o potencial do mercado. Segundo especialistas, o próximo passo é tornar os sites os principais apoiadores financeiros de vários clubes nos próximos meses, já que atualmente existem cerca de 500 plataformas especializadas que operam no Brasil e apenas Fortaleza ("EsporteNet") e Goiás ("Marjosports") exibem as marcas no espaço nobre do uniforme. É ou não é um novo e importante momento para o esporte?


Foto: Ivan Storti Santos / Divulgação