Boric diz que Aliança do Pacífico será prioridade em seu governo

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O presidente eleito do Chile, Gabriel Boric e a presidente da Assembleia Constituinte, Elisa Loncon, falaram à imprensa após reunião no Congresso Nacional em Santiago, em 21 de dezembro de 2021 (AFP/JAVIER TORRES)

O presidente eleito do Chile, Gabriel Boric, disse nesta segunda-feira (27) que, em matéria de política externa, seu futuro governo, que toma posse em 11 de março de 2022, vai priorizar o relacionamento com a Aliança do Pacífico, que o país integra junto com Colômbia, México e Peru.

"Vamos dar prioridade à Aliança do Pacífico no futuro. Já falei com vários dos presidentes, em particular com [Andrés] Manuel López Obrador, do México, com o presidente [Iván] Duque, da Colômbia, e também entrei em contato com a chancelaria peruana", disse.

Nascida por iniciativa do ex-presidente peruano Alan García (2006-2011), a Aliança do Pacífico foi formalmente selada em junho de 2012.

Boric, eleito presidente em 19 de dezembro com 55,8% dos votos contra o candidato de extrema-direita José Antonio Kast (44,1%), ressaltou, porém, que recusou o convite do presidente Sebastián Piñera para acompanhá-lo no final de janeiro a uma viagem à Colômbia para as cúpulas da Aliança do Pacífico e do Fórum para o Progresso e Desenvolvimento da América do Sul (Prosul).

O Prosul é formado por Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai e Peru. Foi criado em março de 2019 em Santiago.

"Parece que nossas prioridades hoje estão na formação de equipes aqui no Chile", disse o presidente eleito, que ainda deve criar seu gabinete e afinar a transição de comando.

Ele acrescentou que conversou anteriormente com Piñera sobre sua decisão, para que não fosse entendida como "um desprezo estatal".

"Quanto ao Prosul, me parece que se trata de uma agenda do próprio presidente Piñera, que está em seu direito", disse Boric, acrescentando que, quando assumir, alinhará sua agenda segundo os "grandes desafios" regionais e mundiais.

Entre eles, o presidente eleito destacou a pandemia do coronavírus - que no Chile registra 1,8 milhão de casos e 39 mil mortes - a crise climática, as crises migratórias, a cooperação econômica e o fortalecimento da democracia.

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