Boris Johnson e a noiva têm um filho em pleno confinamento

Boris Johnson e Carrie Symonds anunciaram o relacionamento no início de 2019

A companheira do primeiro-ministro britânico Boris Johnson, Carrie Symonds, deu à luz um menino, anunciou nesta quarta-feira a porta-voz do chefe de Governo, ao destacar que o bebê, que nasceu antes do tempo previsto, tem "boa saúde".

A criança "nasceu em um hospital de Londres esta manhã e está muito bem", assim como a mãe, afirmou o porta-voz, em um anúncio que surpreendeu o país, já que o parto estava previsto para daqui a alguns meses.

De acordo com a imprensa britânica, o primeiro-ministro, que agora tem um novo motivo para não dormir, estava presente no parto.

Johnson, 55 anos, foi hospitalizado no início do mês - incluindo três dias na UTI - devido ao coronavírus e Symonds, 32 anos, também teve a doença nas últimas semanas da gravidez, mas se recuperou em casa.

"O primeiro-ministro e a senhorita Symonds querem agradecer à fantástica equipe da maternidade", declarou a porta-voz.

Johnson tem quatro filhos com a segunda esposa, Marina Wheeler - uma advogada de renome com a qual alcançou recentemente um acordo de divórcio - e sua filha mais velha é apenas cinco anos mais jovem que Carrie Symonds.

Os dois anunciaram em 29 de fevereiro que esperavam o bebê "para o início do verão" (hemisfério norte, inverno no Brasil) e que se casariam em breve.

O primeiro-ministro tem outra filha, fruto de uma relação extramatrimonial de 2009, e se nega a responder quando é questionado se tem mais filhos.

Separado da segunda esposa desde 2018, Johnson anunciou publicamente o relacionamento com Symonds no início de 2019, antes de virar o líder do Partido Conservador e primeiro-ministro.

Dois de seus antecessores em Downing Street, o conservador David Cameron e o trabalhista Tony Blair foram pais quando comandavam o governo. Johnson deve, no entanto, tornar-se o primeiro que se casa durante o mandato.

Carrie Symonds, que já foi consultora de imagem do Partido Conservador, tem sido muito discreta desde que se mudou para Downing Street.

Ela também trabalhou na campanha para a reeleição de Johnson à prefeitura de Londres em 2012 e depois foi nomeada diretora de comunicação do Partido Conservador.

"Uma boa notícia" -

Imediatamente foram divulgadas mensagens de felicitações, da primeira-ministra independentista escocesa Nicola Sturgeon, que celebrou a existência de "uma boa notícia", e Cameron tuitou que lamentava "não ter deixado o berço" em Downing Street.

"Independente das divergências que temos nesta casa, como seres humanos todos reconhecemos a ansiedade que o primeiro-ministro e Carrie devem ter passado nas últimas semanas. Realmente espero que isto proporcione um incrível alívio e alegria", afirmou Keir Starmer, novo líder da oposição trabalhista.

Starmer deveria enfrentar Johnson pela primeira vez nesta quarta-feira na sessão de perguntas semanais do Parlamento, mas o primeiro-ministro, que retomou o comando do Executivo na segunda-feira, voltou a ser substituído pelo ministro das Relações Exteriores, Domic Raab.

Este se defendeu novamente das críticas pela falta de testes e de equipamentos de proteção para os profissionais da saúde: o Executivo tem feito "esforços enormes", afirmou em uma Câmara quase vazia, com a participação da maioria dos deputados por videoconferência.

O Reino Unido, um dos países europeus mais afetados pela pandemia, registra mais de 21.000 mortes por COVID-19 nos hospitais. Mas nesta quarta-feira está previsto o anúncio do balanço de vítimas fatais em residências e casas de repouso, o que ameaça disparar as cifras.

Diretores de instituições para idosos no Reino Unido alertam há semanas que milhares de pessoas morreram nos estabelecimentos em consequência do coronavírus e não foram incluídas no balanço oficial.

O país está confinado desde 23 de março, medida que prosseguirá pelo menos até 7 de maio. Apesar dos números que mostram uma situação melhor no ritmo de contaminações, o governo, sob pressão para flexibilizar as medidas por suas consequências econômicas e sociais, resiste a suspender o confinamento alegando o risco de um segundo pico da pandemia.