Boris Johnson teme pressão em hospitais britânicos devido à ômicron

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O primeiro-ministro Boris Johnson, usando uma máscara para mitigar a propagação do coronavírus, reage durante sua visita a um centro de vacinação Covid-19 no Guttman Center no Estádio Stoke Mandeville em Aylesbury, noroeste de Londres, em 3 de janeiro de 2022 (AFP/Steve Parsons)
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    Boris Johnson
    Político britânico, Primeiro-Ministro do Reino Unido

Os hospitais britânicos sofrerão uma pressão "considerável" nas próximas semanas devido à variante ômicron do coronavírus, declarou, nesta segunda-feira (3), o primeiro-ministro Boris Johnson, que descartou, porém, novas restrições para conter sua rápida disseminação.

"Temos que reconhecer que a pressão sobre nosso serviço público de saúde, sobre nossos hospitais, será considerável nas próximas duas semanas, e talvez mais", disse ele durante uma visita a um centro de vacinação na Inglaterra.

"Não há dúvida de que a ômicron continua a se espalhar por todo o país", mas essa variante é "claramente menos virulenta" do que outras como alfa e delta, lembrou.

O Reino Unido, um dos países mais atingidos pela pandemia, com quase 149 mil mortes, enfrenta uma disparada de novos casos (mais de 137 mil casos na Inglaterra e no País de Gales no domingo) atribuídos à ômicron.

Mesmo assim, Johnson descartou, por enquanto, impor mais restrições além do teletrabalho, uso de máscaras em ambientes internos e passaporte sanitário para eventos de massa - que já estão em vigor -, contando com uma campanha massiva de vacinação de reforço que, segundo disse, conseguiu que 76% dos adultos recebessem uma dose extra.

"A combinação de coisas que estamos fazendo no momento é, eu acho, a correta", disse o premiê, que enfrenta oposição de grande parte de seu Partido Conservador a mais restrições.

"A maioria das pessoas em terapia intensiva não foi vacinada, infelizmente, e a grande maioria, cerca de 90%, não recebeu uma dose de reforço", acrescentou.

Seu governo, porém, decidiu recomendar que alunos do ensino médio usem máscaras nas aulas a partir desta semana.

O jornal Daily Telegraph também noticiou no sábado que poderia haver uma extensão da recomendação de trabalhar em casa, em vigor desde meados de dezembro.

Além do aumento das internações hospitalares, o serviço de saúde enfrenta o desfalque de profissionais de saúde em isolamento por infecção por coronavírus ou casos de contato.

O aumento nas infecções está afetando muitos setores, como transporte e os bombeiros, e causando medo nos professores de voltarem às aulas.

mpa-acc/pc/gf

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