Botafogo ainda joga no Brasileirão para evitar números mais constrangedores

O Globo
·2 minuto de leitura

Mesmo já rebaixado à Série B, a questão que resta ao Botafogo nas últimas três rodadas do Brasileirão envolve orgulho próprio. O elenco atual já está marcado negativamente por protagonizar o terceiro rebaixamento. A questão não é só cair. Mas, sim, cair com o pior aproveitamento da história do clube e, a reboque, com a pior campanha de qualquer time em um turno de Série A nos pontos corridos.

Para evitar esse adendo à sentença de queda do clube, é preciso pontuar. Depois da derrota para o Grêmio, os adversários adiante são Goiás, São Paulo e Ceará.

Perder os três jogos restantes implicará em 21,05% de aproveitamento na competição. Serão 24 pontos conquistados em 114 possíveis. Em 1993, ano da pior campanha do Botafogo até o momento - apesar de não ter sido rebaixado por causa do regulamento -, o aproveitamento foi de 21,42%. Foram seis pontos conquistados em 28 possíveis (na época, uma vitória valia dois pontos).

Quanto à performance deplorável em um único turno, o fato é que o Botafogo somou quatro pontos até agora. Em 16 jogos, foram 14 derrotas, um empate e uma vitória.

Vem de 2007 o pior retrospecto em um turno até o momento. O América-RN somou sete pontos em 19 jogos. Ou seja, se o Botafogo quiser escapar dessa marca negativa, precisará vencer ao menos um dos próximos adversários e empatar com outro.

A derrota por 5 a 2 diante do Grêmio, no Nilton Santos, escancara a dificuldade de organização defensiva. Ao mesmo tempo, traz um fio de esperança em relação ao poder ofensivo de um time dominado por jogadores jovens e comandado interinamente pelo auxiliar Lucio Flavio.

- É terminar a competição procurando utilizar ao máximo aqueles que têm condições para atuar em momentos como esses. Finalizamos mais vezes que o Grêmio. Lamentamos o resultado, mas a performance foi boa e acredito que vão se dedicar, evoluir e aprender com tudo isso. A postura tem que ser assim, procurando trabalhar. Os erros acontecem, são naturais e eles vão melhorar com isso - disse Lucio Flavio.