Botafogo: Castro critica imprensa e pressão por resultados: 'paz no futebol acontece quando todos lutamos'

Após a derrota por 2 a 0 para o América-MG que fez com que o Botafogo fosse eliminado da Copa do Brasil, o técnico Luís Castro aproveitou a coletiva para fazer um desabafo em relação as análises da imprensa sobre o que acontece no alvinegro e no futebol dentro das quatro linhas, e fora também.

— Vocês (imprensa) têm a obrigação de elucidar. Ou não querem dizer todas as verdades, apenas algumas? Por quê? Para lançar a confusão no futebol? E depois, de forma hipócrita, reagir a alguns acontecimentos que aconteceram ontem? Paz no futebol acontece quando todos lutamos pela paz no futebol e a cultura muda quando todos lutamos pela mudança. Mas alguns que vivem desta forma estão no futebol, porque sabem que o cliente quer sangue e dão sangue a ele — falou o treinador.

Com mais um resultado negativo — nos últimos 11 jogos, o Botafogo perdeu oito —, Luís Castro foi bastante questionado sobre a pressão vinda da torcida. Depois dos gols do América, uma parcela da torcida no Nilton Santos xingou o técnico português e cantou músicas que pediam a saída do treinador do clube. Mesmo assim, Castro se mostrou sereno na beira do gramado. Depois, o treinador falou sobre pressão.

— Eu procuro pacificar sempre o futebol, vou procurar fazer isso sempre e não vou me calar nunca. Estou determinado a seguir esse caminho. Até o último segundo da minha vida no Brasil. Por mim vou continuar até o limite e cumprir o meu contrato. Pode aumentar a pressão, não quero saber. Sabe quando eu tive pressão? Quando tive que amparar meus pais com câncer no hospital. Ali tive uma pressão louca. Essa é a pressão da minha vida. Pressão de perder um jogo? Pelo amor de Deus — falou.

Mesmo assim, Luís Castro não escondeu a insatisfação com o desempenho da equipe. Afirmou que o futebol apresentado está longe do desejado, embora confie que a equipe chegará nesse nível. No entanto, o técnico aproveitou para enfatizar o problema de lesões que o elenco do Botafogo passa. Antes da partida contra o América-MG eram nove jogadores entregues ao departamento médico. Além disso, segundo o treinador, o time ainda perdeu Patrick de Paula e Joel Carli, também lesionados.

— Nossa qualidade de jogo não tem sido aquela que eu quero, claro que não. Claro que quero outra qualidade de jogo e tenho confiança de que vamos atingir, agora não consigo ter entrando um e saindo outro. Hoje ficamos sem Patrick e sem Carli e temos que fazer outras alterações. Essa análise pode ser feita por vocês também, não cabe só a mim dizer isso, cabe dizer também que no último jogo (contra o Cuiabá) não temos nenhum atacante no banco. Tínhamos quatro zagueiros e dois volantes — afirmou o treinador, antes de se aprofundar na temática das lesões.

— Vocês acham que podemos ter uma estabilidade com o número de lesões e afastamento de jogadores ao longo das semanas de trabalho? É impossível. Nós e qualquer time que aconteça vai ser assim. O que mais me incomoda no futebol são as injustiças. Sou um treinador que não fico eufórico quando sou elogiado nem lá no fundo quando sou criticado. Eu procuro manter o mesmo nível, mas há injustiças que me incomodam muito. Os meus jogadores têm trabalhado muito e são muito dignos, mas são mesmo e se entregam muito ao trabalho — concluiu.

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