Botafogo: Como está o desempenho de James Rodríguez desde que saiu da Europa

Depois de explodir para o cenário do futebol mundial após a grande participação na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, James Rodríguez, escolhido por John Textor como o novo sonho para o meio-campo do Botafogo, não conseguiu corresponder as expectativas na Europa. Em quatro temporadas no Real Madrid, duas no Bayern de Munique e uma no Everton, o colombiano, hoje com 30 anos, até conquistou títulos importantes — duas Champions League, dois mundiais de clubes, duas supercopas e dois campeonatos nacionais na Espanha, além de duas Bundesligas na Alemanhã —, mas com pouco protagonismo.

No ano passado, após a saída de Carlo Ancelotti — treinador com quem trabalhou em três clubes diferentes — do Everton, James perdeu espaço na Inglaterra. Embora o começo tenha sido animador, com três gols nos cinco primeiros jogos, lesões e atuações fora da forma física ideal pesaram para a continuidade do colombiano na Premier League. Com salário anual considerado alto (a imprensa local noticiou, na época, que girava em torno de 10 milhões de libras), a equipe de Londres optou por negociar o jogador, que não seria utilizado por Rafa Benítez.

Com isso, James foi jogar no Al-Rayyan, do Catar. Mas, assim como a equipe, o meia não conseguiu ter muito destaque no futebol do país. Ainda pela temporada 2020/21, estreou logo na final da Copa do Emir, porém não conseguiu ajudar o time a evitar a derrota nos pênaltis para o Al-Sadd.

Em 2021/22, James Rodríguez fez 14 jogos pelo Al-Rayyan: doze na campanha que deixou a equipe na oitava colocação do campeonato catari e outros dois pela Copa do Emir. Ao todo, marcou cinco gols e deu seis assistências em 1134 minutos jogados (média de uma participação direta em gol a cada 103 minutos).

Pela seleção colombiana, o meia participou de seis jogos desde que saiu da Europa, incluindo um contra o Brasil, quando entrou no segundo tempo. Com exceção do confronto contra o time de Tite, James foi titular em todos. Atuando como o meia ofensivo de sempre, e com liberdade para cair pelos lados, mesmo que tenha pisado pouco dentro da área, o camisa 10 marcou apenas um gol, na última rodada das eliminatórias para a Copa contra a Venezuela.

Em busca de um novo desafio, como falou John Textor ao Seleção SporTV nesta quinta-feira, James Rodríguez é o grande sonho do Botafogo para o meio-campo. Além de ser um jogador que eleve o nível da equipe dentro de campo de forma imediata, o colombiano poderia exercer também a função de jogador vitrine da SAF alvinegra, o que facilitaria o processo de internacionalização da marca do clube, um objetivo de Textor.

Para negociar o jogador, o Al-Rayyan pretende receber 5,5 milhões de dólares (cerca de R$ 28,7 milhões). O valor seria menor do que o pago pelo Botafogo para contratar Patrick de Paula, compra mais cara da história do clube (R$ 33 milhões).

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