Botafogo enfrenta boa defesa do Madureira, sofre, mas consegue empate: 1 a 1

Bruno Marinho
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O Botafogo enfrentou o bom sistema defensivo do Madureira e penou. Não é exclusividade do time alvinegro, ter dificuldades para atuar no campo de defesa do rival. Quatro em cada cinco times do país preferem ter as linhas um pouco mais baixas e esperar a chance de sair numa transição rápida do que fazer o trabalho de formiguinha: tocar a bola, procurar os espaços que o adversário cede, se movimentar para sair da marcação.

Nesta quarta-feira, o empate em 1 a 1 em Edson Passos, gols de Luiz Paulo e Matheus Babi, expôs essa deficiência tão recorrente no futebol brasileiro. No caso do Botafogo, existe uma peculiaridade que o clube precisará enfrentar.

A montagem do elenco evidencia um estilo de jogo que o técnico Marcelo Chamusca deseja implementar em 2021: um time jovem, bem veloz, com muitas alternativas de jogadores para atuarem pelos lados do campo, que faça do contra-ataque sua principal arma. É um desenho que depende da condição do jogo para dar certo. E o cenário que o Madureira apresentou para o Botafogo em Edson Passos não foi dos melhores para que o time conseguisse colocar seu plano de ação em prática.

A dificuldade diante de uma defesa bem postada não é demérito para o Botafogo. O problema é a falta de alternativa no elenco para tentar se virar no cenário. Falta ao time um jogador mais construtivo no meio de campo.

O Botafogo já foi ao mercado atrás desse nome. Ricardinho, que entrou no segundo tempo contra o Madureira e fez sua estreia, é uma alternativa, já veterana, aos 35 anos. Felipe Ferreira, também contratado esse ano, é outro nome que é candidato a ser esse jogador de criação.

Se não forem suficientes, talvez seja o caso da diretoria tentar outra contratação.