Botafogo joga mal, perde para o Avaí e entra no Z4 do Brasileirão

Ao fim da derrota por 1 a 0 para o Avaí, os jogadores do Botafogo que terminaram a partida vaiados e sob gritos de “time sem vergonha” davam a impressão que os investimentos de John Textor ainda não haviam chegado no clube. Dos onze atletas alvinegros que terminaram a partida, nove disputaram a Série B da última temporada. Somente Victor Sá, que chegou dos Emiradores Árabes, e Víctor Cuesta, contratado do Internacional, chegaram depois do grande aporte financeiro do empresário americano.

Sem poder contar com a maioria da dúzia de reforços contratados com o dinheiro investido por Textor com a ideia de que se adequariam ao sistema pensado pela cúpula do futebol alvinegro — Gustavo Sauer e Lucas Fernandes estavam entregues ao departamento médico e outros, como Patrick de Paula e Tchê Tchê, ainda não renderam o esperado —, o técnico Luís Castro parece ter dificuldades para impor o estilo de jogo que gosta e que foi contratado para utilizar, de um futebol ofensivo, com muitas chances criadas, posse de bola, marcação pressão e em linha alta. Com a quarta derrota seguida, o alvinegro entrou no Z4 do Brasileirão pela primeira vez. São 12 pontos em 11 rodadas.

Após a partida contra o Palmeiras, em que, sem sucesso na tática pensada, o Botafogo foi facilmente goleado por 4 a 0, o técnico Luís Castro teve a volta de Erison, mas perdeu o meia Lucas Fernandes, que vinha bem. Em campo, o alvinegro começou com uma postura diferente da apresentada em São Paulo.

Marcando no campo de ataque, a equipe forçou erros do Avaí, mas não conseguiu transforma-los em chances de gol efetivas. As duas boas oportunidades do Bota no primeiro tempo surgiram após lances de efeito de Vinícius Lopes. Primeiro em passe de calcanhar que resultou em finalização de longe de Chay para boa defesa do goleiro Douglas Friedrich. Depois, em toque de letra que acabou com Erison sendo parado por Friedrich quase na pequena área. Nos acréscimos, Kevin acertou linda cobrança de falta e abriu 1 a 0 para os visitantes.

Na segunda etapa, Castro, evidenciando o problema do time no meio-campo, sacou Tchê Tchê e Luís Oyama para por Del Piage e Kayque, volantes revelados na base do Botafogo. Com características mais defensivas que os substituídos, a dupla não conseguiu aumentar o ímpeto ofensivo do alvinegro. Além disso, o português tirou Daniel Borges para por Matheus Nascimento, campeão com a seleção sub-20 no domingo a noite no Espírito Santo. Com isso, Vinícius Lopes, que era o melhor do time na partida, teve de ir para a lateral-direita e quase não apareceu no ataque.

Com a defesa catarinense bem postada, o Botafogo não conseguiu criar nenhuma grande chance e, sob vaias que claramente deixaram a equipe mais nervosa, saiu de campo derrotado — aos 51 minutos, Bruno Silva, ex-jogador do alvinegro que fez boa partida, ainda foi expulso após falta em Chay.

— É nitida a fase que a gente tá vivendo (de transição), está sendo muito dura. O time fez um grande primeiro tempo, onde tivemos várias chances. No segundo, fomos de qualquer jeito em alguns momentos. A única situação é continuar trabalhando e abaixar a cabeça em relação as críticas. Só nos resta trabalhar — falou Gatito após a partida.

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