Botafogo: Luis Castro usa mais time "Série B" ou reforços da Era Textor; veja levantamento

Dos onze jogadores que iniciaram a partida no Independência, na última quinta-feira, quando o Botafogo perdeu por 3 a 0 para o América-MG, nove estiveram na última Série B. De doze jogadores contratados na “Era Textor” para a equipe principal, somente Patrick de Paula e Philipe Sampaio foram titulares. Os motivos são variados, e a dificuldade em utilizar reforços —destacada pelo treinador em entrevistas — é apenas uma das dificuldades que o português Luis Castro vem tendo no Botafogo.

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Nesta segunda-feira, contra o Bragantino, às 20h, as dificuldades seguirão, ainda que menores. O zagueiro Victor Cuesta, e os meias Luis Oyama e Lucas Fernandes devem voltar, mas a maioria dos reforços da nova era segue fora: o finlandês Niko já deixou o clube. O boliviano Joffre está na equipe B. Victor Sá, Gustavo Sauer, e Lucas Piazon seguem entregues ao departamento médico junto com Erison, jogador contratado também para a temporada, mas antes da formalização da SAF. Contra o América-MG, só Saravia e Tchê Tchê, que não vivem boa fase, estavam disponíveis, além de reservas que foram contratados para atuar no time B.

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Mas a má fase da equipe não se resume ao jogo de Belo Horizonte. Além de apático, o time acumula seis derrotas nos últimos oito jogos e é criticado até quando vence. Se mais de 80% do time no último jogo foi de jogadores da segunda divisão, no geral, a porcentagem é menor. Os dados das 17 partidas de Castro à frente da equipe — sem nunca repetir a escalação em dois jogos seguidos — mostram equilíbrio entre a utilização de jogadores de 2021 x atletas contratados em 2022. E essa mistura não apresentou resultado.

Equilíbrio sem liga

Ao todo, foram 30 jogadores utilizados. Desses, 14 estavam na campanha da Série B em 2021 e 16 foram contratados nesta temporada. O equilíbrio também é refletido nas escolhas do treinador e na minutagem que os atletas tiveram. De todas as vezes que precisou optar por um jogador, seja como titular ou durante a partida, Castro escolheu atletas que estavam na Série B em 53% delas, contra 47% de nomes que chegaram em 2022.

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Em média, um jogador que disputou a segunda divisão em 2021 jogou 8,5 das partidas com Castro, contra 8,4 dos reforços desse ano.

Ainda que os números gerais sejam melhores do que no último jogo, Castro parece desejar que esta balança fique mais desequilibrada para o lado dos novos contratados. Deixa clara a necessidade do clube se reforçar bem na segunda janela de transferências, que começa no próximo dia 18 de julho. Até o momento, somente o lateral-esquerdo Fernando Marçal, que inclusive já treina com o grupo, foi contratado.

— Eu acho que todos nós estamos de acordo de que precisamos nos reforçar. Nem que seja com os jogadores que estão fora por lesão. Hoje jogamos com equipe do ano passado, da Série B. Uma Série A normalmente não se joga só com os atletas do campeonato anterior. Claro que reforços têm que vir — disse o técnico português após a derrota para o América-MG.

Nas últimas semanas o clube não conseguiu transformar propostas feitas em acertos: o atacante Zahavi e o meia James Rodríguez escolheram outros caminhos e ontem Luis Henrique, ex-jogador do clube, preferiu proposta do rival Flamengo.

Desde a apresentação como técnico do clube ao lado de John Textor até hoje, se passaram três meses de Luís Castro no Botafogo. E ainda que a vitória venha hoje em Bragança Paulista, a comemoração só virá quando o treinador tiver — e poder demonstrar — mais.

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