Botafogo: primeira passagem de Barroca teve bom início e queda de produção; relembre

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Foto: VITOR SILVA/BOTAFOGO

Afundado na zona de rebaixamento, o Botafogo decidiu trocar a sua comissão técnica e dispensou Ramon Díaz nesta sexta-feira. O clube agora aposta em um velho conhecido para tentar salvar a campanha no Brasileirão: Eduardo Barroca. O técnico passou pelo clube por seis meses em 2019 e iniciou o trabalho com boa campanha, mas acabou demitido pela queda de rendimento da equipe.

Em abril daquele ano, o Alvinegro apostou em nome novo para tentar uma bom Brasileiro. Bastante conceituado por seu trabalho em categorias de base e então com 37 anos de idade, Barroca deixou o time sub-20 do Corinthians para assumir o Glorioso. Em General Severiano, implementou um estilo baseado na posse da bola e conseguiu bons resultados no início do trabalho.

Foram sete vitórias e três derrotas nos primeiros dez jogos (em todas as competições), resultados que levaram o Botafogo a figurar na 4ª colocação do Brasileiro e obter uma vaga nas oitavas da Copa Sul-Americana. Mas o desempenho viria a cair.

A equipe perdeu jogadores importantes, como Erik e Jonathan, e viu a produtividade esvair. O Botafogo ficava com a bola, mas pouco produzia, mal finalizava. Após a primeira boa sequência, a equipe de Barroca seria eliminada nas oitavas da Sul-Americana pelo Atlético-MG e só conseguiria mais três vitórias em 17 jogos — foram três empates e 11 derrotas no período. Barroca acabou demitido após perder clássico contra o Fluminense, em outubro (1 a 0).

Com mais rodagem, o técnico tentará resgatar seus melhores momentos na volta ao clube, após passagens sem muito sucesso por Coritiba, Atlético-GO e Vitória (clube que comandava atualmente). Em General Severiano, encontrará problemas semelhantes aos que causaram sua saída: o time sofre com a falta de produção ofensiva de qualidade, além de não conseguir manter a imposição física por muito tempo ao longo das partidas.