Botafogo segue rotina de derrotas no Brasileiro e só vê marcas negativas pela frente

Extra
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Nenhum torcedor espera tanto pelo fim do Brasileiro como o do Botafogo. A cada rodada, o sofrimento se renova. Neste sábado, o martírio teve mais um capítulo com a derrota por 2 a 0 para o Goiás, fora de casa. É a 20ª da equipe na competição, que enquanto não acaba pode reservar mais uma dor de cabeça para os alvinegros.

A situação do Botafogo é tão dramática que as únicas marcas pela frente são negativas. Com a derrota deste sábado, vai completar dois meses sem vencer. O último triunfo foi em 20 de dezembro (sobre o Coritiba). O próximo jogo será apenas no dia 22, contra o São Paulo, no Nilton Santos.

O recorde negativo do Botafogo na temporada é de dois meses e nove dias sem vitórias, atingido antes do jogo contra o Coritiba. Como o Brasileiro vai até o dia 25, esta marca ainda pode ser batida.

Para piorar, o Alvinegro ainda pode fazer da campanha atual a sua pior em toda a história do Brasileiro. Hoje, o posto pertence a da edição de 1993, quando o aproveitamento foi de 21%. Neste momento, ele é de 22,2%.

— Mais uma derrota. O time deles foi muito bem aplicado. Trabalhou bem a bola e soube usar a melhor arma que tem: a jogada aérea. Nós temos que saber mudar estes momentos e pensar no futuro. Espero que dê tudo certo — comentou o goleiro Diego Loureiro.

A falta de uma meta clara para o time do Botafogo contra um Goiás que tenta permanecer na elite ficou evidente assim que a bola começou a rolar. Em três minutos, os donos da casa já tinham obrigado Diego Loureiro a fazer duas grandes defesas.

O Esmeraldino pressionou o rival, foi mais objetivo e achou rápido o gol. Apesar de jogar com três zagueiros, os atacantes do esmeraldino tiveram vida fácil na área alvinegra.

Aos 7 minutos, Rafael Moura subiu sozinho para desviar com a cabeça a bola levantada por Vinícius e abrir o placar. E o time goiano só não foi para o intervalo com uma vantagem ainda maior porque o toque com o calcanhar de Miguel, aos 35, parou no travessão.

O maior problema do Botafogo foi a falta de criação no meio. O time teve muita dificuldade para fazer a bola chegar na área esmeraldina. Quando esteve melhor em campo (mais por cansaço do Goiás do que por mérito próprio), só conseguiu ter mais posse de bola. Mas não levou perigo.

Aos 18 da segunda etapa, o castigo final. Depois de tanto ter a bola e nada fazer com ela, os alvinegros viram Fernandão também subir sozinho dentro da área e cabecear sem qualquer chance de defesa.