Botafogo tem média de oito desfalques por partida em sequência negativa; veja números

Após a derrota por 2 a 0 para o América-MG, que fez com que o Botafogo fosse eliminado da Copa do Brasil, quinta-feira, o técnico Luís Castro fez um desabafo em relação às análises sobre o desempenho do alvinegro nas últimas partidas. Sincero, o treinador não escondeu a insatisfação com as últimas apresentações da equipe, mas enfatizou o problema de lesões que o elenco tem sofrido. Antes do duelo decisivo, eram nove jogadores entregues ao departamento médico. Além disso, o time ainda perdeu Patrick de Paula e Joel Carli para o jogo de amanhã, contra o Atlético-MG, às 18h, no Nilton Santos, pelo Brasileiro — os dois machucados.

— Vocês acham que podemos ter uma estabilidade com o número de lesões e afastamento de jogadores ao longo das semanas de trabalho? É impossível. Nós e qualquer time que isso aconteça vai ser assim. O que mais me incomoda no futebol são as injustiças. Sou um treinador que não fico eufórico quando sou elogiado nem lá no fundo quando criticado. Eu procuro manter o mesmo nível, mas há injustiças que me incomodam muito. Os meus jogadores têm trabalhado muito e são muito dignos, se entregam — desabafou Castro.

De fato, a sequência de lesões no Botafogo tem minado as opções que Castro tem para reverter um placar adverso ou um desempenho ruim. Um exemplo é que nos últimos 11 jogos, quando perdeu oito vezes, o alvinegro teve média de 8 desfalques por partida, ampla maioria por problemas médicos. Ao todo, a equipe ficou desfalcada 89 vezes no período: 78 por lesões e 11 por suspensões.

Entre os casos, os meias foram os mais prejudicados. Dos 89 desfalques totais, 37 eram meio-campistas. Não à toa, o setor tem sido o calcanhar de aquiles de Luís Castro desde o início da trajetória do português no clube carioca. Diversos jogadores já rodaram pelas posições centrais, mas nenhum conseguiu se firmar de fato. Muito por conta disso, o técnico ainda não repetiu a escalação da equipe, o que dificulta o entrosamento e uma maior evolução tática.

Além disso, o ataque, desfalcado 19 vezes, também tem sofrido com a falta de opções. Com Erison, artilheiro da equipe na temporada com 14 gols, ainda retomando a melhor forma física depois de problema nas costas, os atacantes do Botafogo não têm brilhado. Matheus Nascimento, maior joia do clube, única peça de reposição para a posição de centroavante, ainda não desencantou no Brasileirão.

— Nossa qualidade de jogo não tem sido aquela que eu quero, claro que não. Claro que quero outra qualidade de jogo e tenho confiança de que vamos atingir. Agora não consigo ter entrando um e saindo outro. Essa análise pode ser feita por vocês também, não cabe só a mim dizer isso, cabe dizer também que no último jogo não tínhamos nenhum atacante no banco. Tínhamos quatro zagueiros e dois volantes — afirmou o treinador.

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