Botafogo vence o Bragantino por 2 a 1 e enconsta no G8 do Brasileirão

Pode-se dizer que a vitória do Botafogo por 2 a 1 contra o Bragantino no Nilton Santos foi especial. Afinal, foi apenas a quinta do alvinegro dentro de casa. Além disso, o triunfo marcou algumas reviravoltas. Primeiro, claro, da equipe, que subiu de 33% para 42% jogando em seus domínios contra times da parte debaixo da tabela. Depois, para Patrick de Paula, que saiu bem do banco e foi fundamental no triunfo. E, claro, para Gabriel Pires, vaiado recentemente, e Tchê Tchê. O gol da vitória do Bota foi o primeiro do meia como jogador do clube.

Com o resultado, o Botafogo chegou aos 47 pontos e voltou a encostar no pelotão que briga por uma posição no G8, que deve dar uma vaga na pré-Libertadores. Por mais que o alvinegro tenha sido superior na maior parte do jogo, houve momentos em que torcedores e até mesmo jogadores pensaram que o desenrolar da partida seria o mesmo do clássico contra o Fluminense, quando o time saiu na frente e cedeu o empate.

— Precisávamos dessa vitória diante da nossa torcida. Foi difícil. Passou na nossa cabeça depois de sofrer o empate “de novo essa história” (como no clássico contra o Fluminense). Mas conseguimos o gol e a vitória — desabafou Tchê Tchê.

Antes da bola rolar, o técnico Luís Castro surpreendeu ao optar por uma escalação ofensiva com apenas Tchê Tchê e Gabriel Pires no meio, e um quarteto de ataque com Jeffinho, Victor Sá, Júnior Santos e Tiquinho Soares. Na maior parte do primeiro tempo, a escolha do português deu certo.

Insinuante, o Botafogo pressionou o Bragantino e teve pelo menos quatro boas chances — duas com Tiquinho, uma com Júnior e outra com Cuesta — até Gabriel Pires aproveitar bola rebatida dentro da área, aos 17 minutos, e abrir o placar.

O gol chegou num momento importante para Pires. Vindo de uma sequência de jogos como titular, o jogador chegou a ser vaiado no Nilton Santos após partida ruim contra o Palmeiras. Com a confiança de Castro, o camisa 14 chegou ao segundo gol com a camisa do Botafogo, seu clube do coração.

Por outro lado, com muita velocidade e força nas pontas, o time de Luís Castro deixou espaços no meio-campo e, consequentemente, a dupla de zaga exposta. Consciente disso, o Bragantino focou suas investidas na faixa central e levou perigo em algumas investidas na primeira etapa.

No segundo tempo, o Massa Bruta de Maurício Barbieri voltou com Hyoran no lugar do volante Jadsom. Com um meio-campo mais criativo, era uma questão de tempo até a equipe chegar ao empate. Luís Castro, por sua vez, não detectou a fragilidade do alvinegro no setor e acabou punido com o gol de Luan Cândido, que empatou a partida.

Com o gol de empate, Castro sacou o ponta Victor Sá e colocou Patrick de Paula. A alteração deixou o meio campo do Botafogo mais encorpado, o que fez com que o time retomasse o controle do jogo e chegasse rapidamente ao gol da vitória. Após ótimo lançamento de Patrick, Júnior Santos tocou para o meio da área e Tchê Tchê empurrou para o fundo do gol. Foi o primeiro gol do camisa 6 pelo alvinegro.

— É meio clichê, mas vim para o Botafogo embaixo de uma promessa. Fiquei sabendo há um bom tempo que viria jogar num clube numa cidade com praia. Agradeço a Deus, minha família. Meu pai deve estar muito feliz — disse Tchê Tchê.

Agora, o Botafogo terá quase uma semana para descansar e se preparar para o próximo jogo. Na terça-feira, o time recebe o Cuiabá em casa. Com mais um jogo em casa contra um time que ocupa a parte inferior da tabela, o time pode ter uma ótima chance de finalmente se estabelecer no G8 do Brasileirão.