Botafogo vive dilema entre recuperar lesionados e antecipar retornos para reforçar o time

Além de deixar o técnico Luís Castro sem muitas opções para escalar e dar entrosamento ao time, as contusões em sequência no Botafogo — contra o Bragantino, Kayque, com torção no joelho, se tornou o nono jogador entregue ao departamento médico — também tem como consequência uma espécie de bola de neve. Com o leque de jogadores indisponíveis, a comissão técnica optou por apressar a volta de alguns nomes que estiveram no DM recentemente. Foram os casos de Diego Gonçalves e Lucas Fernandes.

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Na derrota por 3 a 0 para o América-MG pela Copa do Brasil, Diego Gonçalves voltou a atuar depois de cinco jogos fora por lesão na coxa. Sem ter feito o processo de recuperação por completo, o atacante sentiu a contusão novamente com apenas 19 minutos em campo e teve que ser substituído depois de entrar já no segundo tempo.

Já Lucas Fernandes, que ficou fora de cinco jogos da equipe, voltou a treinar no fim da última semana e, também sem estar completamente recuperado, foi para o jogo contra o Bragantino. Ao contrário do que aconteceu com Gonçalves, a estratégia alvinegra deu resultados — em ambos os casos, a comissão técnica foi avisada que as condições de retorno não eram as ideais. Depois de jogar 90 minutos e ser eleito o melhor da partida pelos torcedores, o meia também foi elogiado pelo técnico Luís Castro.

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— O Lucas Fernandes viveu uma situação complicada e voltou em um nível muito alto. Era uma situação de risco, e não tinha na minha cabeça que jogasse todo o jogo, mas foi a situação que se apresentou — falou o português após a vitória por 1 a 0.

Outro caso parecido é o de Erison. Mesmo sem ter participado do treinamento que antecedeu ao clássico contra o Fluminense, o atacante, que é o artilheiro do time na temporada com 14 gols, iria para o jogo de titular. Como sentiu no aquecimento, o camisa 89 foi substituído por Matheus Nascimento. Na etapa final, o centroavante jogou por 28 minutos, mas, longe da forma física que o rendeu o apelido de "toro", pouco ajudou na derrota para o tricolor. Desde então, Erison não voltou a ser relacionado.

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