Boulos aciona MPF contra auxílio-moradia turbinado pago a Eduardo Bolsonaro

***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 28.08.2022 - Comício com Fernando Haddad, Dilma e Guilherme Boulos na praça Roosevelt, em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 28.08.2022 - Comício com Fernando Haddad, Dilma e Guilherme Boulos na praça Roosevelt, em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O líder sem-teto e candidato a deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) ingressou nesta segunda-feira (19) com uma representação no Ministério Público Federal pedindo a investigação dos recebimentos acima do teto de auxílio-moradia pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na ação, Boulos pede o ressarcimento aos cofres públicos e a responsabilização criminal e administrativa do parlamentar.

A representação tem como base uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo que revelou que Eduardo e outros cinco colegas recebem, mensalmente, R$ 6.000 de auxílio-moradia. O valor está acima do teto de R$ 4.253 previsto pela Casa.

Eles se utilizam de uma brecha aberta em 2015, na gestão do ex-deputado Eduardo Cunha (PTB-SP), que permitiu transferir da cota de gastos exclusivos com a atividade parlamentar um extra de R$ 1.747 para pagamento de aluguel dos deputados.

Procurado pela reportagem, Eduardo Bolsonaro não quis se manifestar. O deputado mora com a mulher e a filha em um condomínio fechado, em Brasília.

"Não basta ter 51 casas compradas em dinheiro vivo, o clã Bolsonaro ainda tem a cara de pau de furar o teto do auxílio-moradia", diz Boulos. "Se existe uma brecha para faturar, pode ter certeza: a família Bolsonaro estará lá", segue o líder sem teto.