Boulos diz que contratará novos servidores para reduzir déficit da previdência

Sérgio Roxo
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SÃO PAULO. O candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, afirmou nesta quarta-feira que a contratação de novos servidores por meio de concursos públicos é o caminho para ajudar a reduzir o déficit da previdência municipal.

— Sabe por que a previdência se torna defictária? Porque não se fazem concursos. Porque para a previdência se equilibrar tem que ter gente contribuindo e não só gente recebendo. Tem mais gente se aposentando, mais gente virando inativa. E como não se faz concurso, tem menos gente contribuindo pra previdência pública. Fazer concurso é uma forma de arrecadar mais para previdênecia pública e equilibrar a conta com os inativos. Então é isso que eu vou fazer — afirmou Boulos, durante sabatina promovida pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

A defesa foi feita em um momento em que o país discute uma reforma administrativa no plano federal. De acordo com dados da lei orçamentária anual de 2020, a prefeitura de São Paulo tem uma expectativa de gasto de R$ 27,3 bilhões com pessoal e encargos sociais. O valor representa 47% do orçamento anual da cidade.

O candidato abordou o tema quando foi questionado sobre a proposta prevista em seu plano de governo de realização de novos concursos. Boulos acusou as gestões do PSDB de promoverem uma desvalorização do servidor público.

— Os governos do PSDB tratam o servidor como inimigo, dizem que servidor é privilegeiado, servidor é vagabundo. Querem destruir o serviço publico, desvalorizando os servidores. É um escândalo que foi feito no serviço público em São Paulo.

O psolista ainda afirmou que a gestão de Bruno Covas deixou de contratar servidores aprovados em concursos para colocar terceirizados mais caros no lugar.

— Contratou livre nomeados e terceirizados para asumir as funções dos concursados por um valor maior. Olha o escândalo. Terceirizam a função paga ndo mais? Isso é boa gestão?

Boulos ainda confirmou que, caso eleito, pretende fazer novos concursos públicos. Pela ordem, as prioridades serão as áreas da: saúde para poder levar médicos para os bairros afastados; assistência social para melhorar o atendimento {a população de rua; e educação para poder zerar a fila de vagas em creche.

Pela manhã, Boulos fez uma caminhada no centro de São Paulo ao lado dos candidatos derrotados no primeiro turno Jilmar Tatto (PT) e Orlando Silva. O líder sem teto criticou o apoio de Celso Russomanno (Republicanos) a Bruno Covas (PSDB).

— O apoio do Russomanno ao Bruno Covas é a nova versão do bolsodoria. É o bolsodoria versão 2020. Eles estavam um pouco separados por razões eleitoriais, por projetos pessoais. O Bruno Covas é João Doria, o Russomanno é Bolsonaro, deixou isso muito claro no primeiro turno.